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Reações. Uma sensação de déjà vu

Reações. Uma sensação de déjà vu

AFP Nuno Ramos de Almeida 23/03/2017 07:16

Um pouco por todo o mundo surgiram reações de condenação ao atentado terrorista e de solidariedade para com as vítimas e a população de Londres, ao mesmo tempo que eram monitorizadas reações de júbilo em sites ligados às redes terroristas do Estado Islâmico

O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, teve uma conversa telefónica com a primeira-ministra britânica,Theresa May, momentos depois do ataque terrorista. “O presidente acabou de falar com a primeira-ministra May”, informou Sean Spicer, porta-voz da administração dos EUA. “Nós condenamos o ataque em Westminster que o Reino Unido considera um ato terrorista e saudamos a resposta rápida da polícia britânica”, acrescentou este responsável de Washington, sublinhando o apoio e solidariedade dos EUA ao Reino Unido.

Por sua vez, o antigo primeiro-ministro Britânico David Cameron expressou a sua consternação: “Os meus pensamentos estão com as famílias dos feridos e dos assassinados. Aqueles que pretendem atacar a nossa democracia com estes métodos bárbaros nunca conseguirão vencer”.

Do outro lado do espectro político britânico, o líder dos trabalhistas e do principal partido da oposição, Jeremy Corbyn, expressou também a sua solidariedade aos mortos e vítimas deste ataque: “Os nossos pensamentos estão com as vítimas deste horrível ataque, as suas famílias e amigos. A polícia e as forças de segurança actuaram de uma forma rápida para garantir a segurança da cidadania, os deputados e o pessoal parlamentar e eu estamos agradecidos”.

A chanceler alemã, Angela Merkel, expressou a consternação pelo ataque que provocou quatro mortos e dezenas de feridos e sublinhou o “firme e decidido apoio” da Alemanha ao Reino Unido na luta contra o terrorismo. “Os meus pensamentos nestas horas estão com os nossos amigos britânicos e todas as pessoas de Londres”, afirmou a líder alemã em comunicado. Angela Merkel relembrou que este atentado ainda está por esclarecer e ainda não se sabem de forma clara quem está por detrás do sucedido.

O presidente francês, François Hollande, relembrou o sangue recentemente derramado em vários países da Europa: “O terrorismo diz respeito a todos nós e a França conhece o sofrimento que povo britânico está a sentir hoje”.

O mesmo tom tem a declaração do primeiro-ministro do Canadá, Justine Trudeau, que condenou “o cobarde atentado”, e relembrou que “o cenário é demasiado familiar aos membros deste parlamento [fez as declarações no parlamento do Canadá] que estavam aqui há dois anos e meio”. O primeiro-ministro Trudeau fazia referência ao ataque, a 22 de outubro de 2014, em que um soldado foi morto à porta do parlamento de Otava por um radical islâmico, antes de ser abatido. “Um ataque contra a sede da democracia é um acto repreensível que nós condenamos da forma mais veemente”, acrescentou.

Por sua vez, a líder da Frente Nacional francesa, Marine Le Pen, pretendeu usar o atentado para levar água ao seu moinho em tempo de campanha eleitoral. A candidata da Frente Nacional, em declarações feitas durante uma visita de dois dias ao Tchade, acusou as autoridades e governantes de serem cúmplices, por omissão, dos terroristas: “Mais uma vez, o terrorismo ataca no coração da Europa, numa capital europeia em que as vítimas são jovens franceses. Isto relembra-nos que o terrorismo é uma ameaça quotidiana”, e concluiu, “a guerra é nos imposta. É preciso responder a ela para colocar em segurança o povo francês”. A candidata de extrema-direita insiste na necessidade de fechar as fronteiras da Europa.

A directora do grupo SITE, que monitoriza na internet os grupos terroristas, informa que os simpatizantes do Estado Islâmico festejaram na rede os ataque de Londres, da mesma forma que o fizeram durante os atentados terroristas em Berlim e em Nice.

 

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