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Síria. Ofensiva rebelde em Damasco perde gás
AMER ALMOHIBANY/AFP

Síria. Ofensiva rebelde em Damasco perde gás

AMER ALMOHIBANY/AFP Jornal i 20/03/2017 18:32

Aliança de combatentes da oposição e jihadistas tentaram a maior ofensiva desde que perderam Alepo, em dezembro, mas parecem derrotados

Combatentes do exército sírio e militantes leais ao presidente Bashar al-Assad pareciam esta segunda-feira ter levado a melhor sobre a ofensiva surpresa lançada domingo por uma aliança de grupos jihadistas e da oposição contra o centro histórico de Damasco, em Jobar, uma das três bolsas de resistência na capital síria.

As primeiras horas da ofensiva de domingo resultaram em algumas recompensas para os rebeldes, que conquistaram alguns edifícios industriais em Jobar, onde é frequente haver escaramuças, mas onde não se viam combates em larga escala há mais de dois anos.

As forças de Assad, porém, assistidos por caças nos ares, conseguiam já pela noite de domingo anular os avanços dos militantes de um dos satélites sírios da Al-Qaeda e combatentes do Exército Livre da Síria – outrora a principal força de oposição, mas hoje condenada a alianças jihadistas e com o exército turco.

Esta segunda-feira a situação parecia negra para a aliança rebelde, que sofria sob intensas vagas de ataques aéreos – não é certo que a aviação russa tenha participado. “O governo e as suas forças aliadas reconquistaram a iniciativa e estão a atingir os grupos”, lançou Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que monitoriza o conflito à distância.

Não há registo oficial para as mortes causadas pelos combates dos últimos dois dias, mas o Observatório diz que há pelo menos 26 vítimas no lado do governo e 21 do lado da aliança rebelde, que, no domingo, dizia que o seu objetivo era aliviar a pressão do regime sobre as outras bolsas de resistência nos subúrbios de Damasco.

O ataque de domingo foi a primeira grande ofensiva rebelde desde que o regime reconquistou Alepo, em dezembro, assegurando o controlo dos principais centros urbanos e libertando-se para combater os núcleos de resistência ao largo da capital, onde tem concentrado os seus maiores esforços. 

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