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Às vezes, nem a morte separa aqueles que se amam

Às vezes, nem a morte separa aqueles que se amam

Shutterstock Joana Marques Alves 15/02/2017 11:32

O Dia dos Namorados já passou, mas é sempre bom ler um artigo sobre uma verdadeira história de amor.

 

Podia ser o final de uma peça de teatro, de um romance ou de uma música, mas é, na verdade, uma história real, que se passou no século XVII. 

O túmulo de Louise de Quengo, Senhora de Brefeillac, foi encontrado em 2013, num antigo convento jacobino, por um grupo de arqueólogos. No caixão estava outro artefacto surpreendente: uma pequena urna com um coração embalsamado. Este pertencia ao amor da sua vida, Toussaint de Perrien, Cavaleiro de Brefeillac. 

Este é um caso nunca antes testemunhado por arqueólogos - era comum a prática de remover órgãos de pessoas falecidas, mas não colocá-los em pequenas urnas, junto às pessoas amadas.

De acordo com um artigo publicado no site da National Geographic, Louise morreu em 1656, aos 65 anos, e o seu cadáver foi encontrado em 2013, pela equipa de arqueólogos, num estado de preservação excepcional. Depois de vários exames, os especialistas chegaram à conclusão que o coração da Senhora de Brefeillac também foi removido do corpo antes de este ser enterrado. 

Não é conhecido o seu paradeiro, mas alguns defendem a hipótese de estar junto ao corpo do seu amado, que morreu sete anos antes e cuja sepultura nunca foi encontrada, sabendo-se apenas que foi enterrado num convento em Carhaix, a cerca de 200 quilómetros de distância.

Segundo a National Geographic, o corpo de Louise de Quengo foi reclamado pelos seus descendentes, que o enterraram, em setembro de 2015, perto do castelo de Tonquédec, propriedade da família. O coração de Toussaint de Perrien continua num laboratório para serem feitas mais análises.

Para ler o artigo do National Geographic, clique aqui

 

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