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Trump faz marcha atrás e reconhece o princípio de "uma só China"

Trump faz marcha atrás e reconhece o princípio de "uma só China"

AFP Nuno Ramos de Almeida 10/02/2017 10:30

Depois da primeira conversa telefónica entre o presidente dos EUA e o da China, deu-se uma mudança: Donald Trump comprometeu-se a respeitar a política de "uma só China", que tinha colocado em causa em várias intervenções públicas

A política de "uma só China", aceite pelos EUA no tempo de Nixon, significa que Washington não reconhece a independência de Taiwan e que concorda que um dia o território volte para o seio de Pequim. Durante várias ocasiões, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a aceitação desse princípio dependia de contrapartidas comerciais da China. Durante toda a campanha eleitoral o multimilionário elegeu Pequim como uma espécie de inimigo principal, chegando a dizer que, por exemplo, que o aquecimento global era uma tese fictícia e uma estratégia da China para prejudicar a economia dos EUA.

A conversa entre os presidentes terá sido prolongada e amistosa, segundo afirmou uma fonte da Casa Branca que a reputou "extremamente cordial". Os presidentes chinês e dos EUA trocaram convites para visitarem os seus respectivos países.

Para Pequim, o reconhecimento do princípio de "uma só China" está estreitamente ligado à existência de relações entre os dois países. Em 1979, a aproximação feita por Nixon a Pequim, para isolar a União Soviética teve como contrapartida clara que os EUA deixaram de reconhecer a independência de Taiwan. 

A conversa, entre Trump e Xi Jinping, foi antecedida de uma carta do presidente norte-americano felicitando o líder chinês pelo Ano Novo chinês e pedindo-lhe para que se "desenvolvesse uma relação construtiva entre os dois países", para travar a espiral de agressão produzida pela campanha eleitoral presidencial nos EUA. Um portavoz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Lu Kang, reconheceu que o seu país tinha recebido com "grande apreço" a carta de Trump.

Apesar desta pacificação, ficam por resolver os diferendos comerciais entre os dois países e as declarações de Trump que queria obrigar os chineses a mudarem a sua política cambial que funcionaria como dumping para as suas exportações.

O principal conselheiro de Donald Trump. Steve Bannon, andou durante anos a prever e antecipar uma guerra entre os EUA e a China. Resta saber se este telefonema lhe mudou os planos.   

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