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Como poupar milhares de euros nos seguros de vida ao final de 10 anos

Como poupar milhares de euros nos seguros de vida ao final de 10 anos

Sónia Peres Pinto 06/02/2017 07:00

É possível atingir verdadeiras poupanças para o mesmo produto com as mesmas coberturas olhando apenas para a oferta da concorrência. Por norma, o prémio do seguro é fixado consoante o capital e a idade da pessoa.

Pedir um crédito à habitação requer, regra geral, a subscrição de um seguro de vida. Mas ao contrário do que acontecia há uns anos, desde 2009 passou a ser possível os consumidores trocarem de seguradora mesmo após o financiamento. Para isso, basta considerarem a oferta da concorrência mais vantajosa em termos económicos e com as mesmas garantias. 

O site Comparajá.pt, plataforma gratuita de simulação de produtos financeiros, analisou as várias ofertas existentes no mercado e chegou à conclusão que a comparação das diferentes opções permite poupanças próximas dos três mil euros ao final de 10 anos.

A ronda feita pelo mercado teve em conta a oferta de cinco grandes seguradoras nacionais – Fidelidade, Allianz, Generali, Real Vida Seguros e Liberty Seguros – e comparou seguros de vida com cobertura de morte e invalidez absoluta e definitiva, ou seja, coberturas exigidas no contrato com a entidade financiadora. Para a primeira simulação, que contempla um titular e um capital seguro de 150 mil euros, chegou à conclusão que a melhor oferta cabe à Generali - cujo valor a pagar pelo consumidor ao final de uma década totaliza 1297 euros -  por oposição à Allianz - seguradora na qual este valor ascende a 3593 euros.

“No caso de uma pessoa que tivesse contraído um seguro de vida na seguradora com as prestações mais elevadas conseguiria, ao mudar para a opção mais competitiva, uma poupança de 2296 euros ao fim de uma década”, revela a plataforma.

Já se a comparação for feita para dois titulares, também com cobertura de de morte e invalidez absoluta e definitiva e com um capital seguro de 200 mil euros e um total de 35 anos de contrato, é possível comprovar que a diferença entre a opção mais competitiva do mercado face aquela com prémios mais elevados é de 2739 euros no final dos mesmos 10 anos. 

Neste cenário a melhor opção recai novamente na Generali, cuja soma dos prémios anuais ao final do período em análise se cifra em 2893 euros, em oposição à opção mais dispendiosa, da Fidelidade, cuja soma dos valores se fixa em 5632 euros.

“Por vezes, ao fazer um crédito à habitação, vale a pena procurar soluções fora do banco pois podem-se encontrar opções mais económicas”, afirma Miguel Mamede, responsável pela área de seguros do ComparaJá.pt. No entanto, o responsável chama a atenção para a necessidade de ter em atenção que o banco pode penalizar no spread do crédito à habitação caso se opte por outra alternativa. “Antes de tudo, importa ler o exposto no contrato”, lembra. 

Coberturas variam

O que é certo é que os bancos podem exigir dois tipos de seguro de vida e isso varia de instituição para instituição financeira. Isto significa que, existe o seguro de vida associado ao crédito à habitação que cobre morte e invalidez absoluta e definitiva (IAD) e o que cobre morte e invalidez total e permanente (ITP). 

O primeiro caso verifica-se no caso de doença ou acidente do segurado, ficando este impossibilitado de exercer uma profissão remunerável e tendo ainda que recorrer a uma terceira pessoa para tratar das suas necessidades essenciais. No entanto, esta situação tem de ser clinicamente comprovada. Já a ITP é acionada caso a pessoa segura fique impossibilitada de exercer uma profissão que se coaduna com os seus conhecimentos e aptidões.  Mas aqui há uma exigência: para ser considerado ITP  terá que corresponder a 60% de incapacidade de acordo com a tabela nacional de incapacidades por acidentes de trabalho e doenças Profissionais em vigor à data de assinatura do contrato. 

Prémio fixo vs variável

Outra questão a ter em conta diz respeito à forma como o pagamento das prestações é feito. Existe a modalidade do prémio fixo ou a modalidade variável. “Na primeira o prémio mantém-se constante ao longo do contrato, enquanto na segunda modalidade muda a cada ano que passa”, explica Miguel Mamede. “À medida que envelhecemos o risco de morte ou invalidez aumenta, pelo que o risco também. Contudo, o capital seguro também vai sendo abatido. Estas variações têm isso em consideração”, conclui o responsável.

*Corrige seguradoras face aos valores comparados

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