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BES. Grupo de trabalho discute fundo que vai compensar lesados

BES. Grupo de trabalho discute fundo que vai compensar lesados

Sónia Peres Pinto 03/02/2017 11:30

Em causa está a solução desenhada ao longo de 2016 para compensar os mais de quatro mil clientes que investiram 434 milhões de euros.

O grupo de trabalho dos lesados do papel comercial vendido pelo Banco Espírito Santo (BES) reúne-se esta sexta-feira para discutir o formato do fundo privado que financiará as indemnizações pagas aos clientes.

O encontro decorre na sede da Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM), em Lisboa, junta representantes da Associação de Indignados e Enganados do Papel Comercial, do Banco de Portugal, da CMVM, do banco mau BES e ainda do Governo.

A ideia desta reunião é para definir como será constituído o fundo que será o responsável por compensar parcialmente os clientes lesados pelas perdas sofridas por terem investido em papel comercial de empresas do Grupo Espírito Santo (GES).

Recorde-se que, na reunião anterior, em janeiro, já foi acordado que esse fundo será uma entidade privada para tentar evitar que tenha impacto no défice orçamental. No entanto, falta definir como esse fundo será constituído, com as autoridades europeias a insistirem que seja criado a partir de legislação já existente, pondo em causa a ideia inicial do grupo de trabalho de criar uma nova legislação propositadamente.

Solução em cima da mesa

Em causa está a solução desenhada ao longo de 2016 para compensar os mais de quatro mil clientes que investiram, aos balcões do Banco Espírito Santo (BES), 434 milhões de euros em papel comercial das empresas Espírito Santo Financial e Rio Forte, do Grupo Espírito Santo, poucos meses antes do colapso do grupo.

Os clientes que aceitem o mecanismo proposto irão recuperar 75% do valor investido, num máximo de 250 mil euros, isto se tiverem aplicações até 500 mil euros. Já acima desse valor, irão recuperar 50% do valor investido.

A primeira parcela (cerca de 30% do total) será paga já este ano, no momento do contrato de adesão, devendo o restante valor ser reembolsado até 2019.

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