28/01/2022
 
 
João Sena 18/01/2017
João Sena
Cronista

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Ponto de viragem

O Rali de Monte Carlo 2017 representa uma viragem importante na história do campeonato do Mundo, na medida em que marca a estreia dos novos World Raly Cars (WRC), e valida o regresso de dois importantes construtores: Citroën e Toyota.

O percurso deste ano tem alterações, mas não foge (nem pode) do figurino imposto pela FIA, em nome dos bons costumes. Ao longo de cinco dias, os pilotos vão disputar 382 quilómetros ao cronómetro, números bem diferentes dos sete dias de rali e dos 880 quilómetros de classificativas dos anos 80. Na altura, tudo era uma festa. Passados 30 anos, reconheço que havia alguma irracionalidade na forma de organizadores, marcas e pilotos encararem os ralis. Não bastava ser corajoso, alguma loucura fazia parte do jogo.

Foi por isso que o ex-campeão do Mundo, Walter Röhrl, disse: «os ralis antes eram para homens, actualmente são para meninos.» Ainda hoje assusta ver imagens de Henry Toivonen (Lancia Delta S4) nos troços de Monte Carlo, em 1986, qual demónio à solta. Como sempre acontece, a roleta russa só terminou quando houve baixas no pelotão. Desde então, os ralis mudaram muito. Mas continua a ser um espectáculo mágico ver os carros a escorregarem de curva para curva pelas mãos virtuosas dos pilotos. As particularidades do Rali de Monte Carlo explicam a variedade de carros que se impuseram no Principado.

Desde o modesto Renault Dauphine, até aos potentes Porsche 911, Lancia Stratos e Audi Quattro, passando pelo Mini Cooper S, todos “voaram” pelos loucos troços dos alpes marítimos a caminho da glória. Para os pilotos, chegar ao fim era uma vitória, ser recebido pela realeza no “Palais de Monaco” era supremo. Neste particular, Sébastien Loeb quase faz parte da família real, pois ganhou sete vezes! É único.

 

 

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