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Ciclistas portugueses não concordam com o uso obrigatório do capacete

Ciclistas portugueses não concordam com o uso obrigatório do capacete

04/01/2017 10:58

A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta exige “uma tomada de posição” por parte das autoridades que fiscalizam o trânsito e do atual governo, uma vez que se manifestam contra o “uso obrigatório do capacete”.

A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta organizou uma manifestação para o próximo dia 8, no Terreiro do Paço, em Lisboa, com o objetivo de “alertar” para a preocupação em relação a “algumas alterações que venham a ser tomadas pelo governo e que podem restringir o uso da bicicleta”, adianta o P3.

O motivo da manifestação agendada para dia 8 prende-se com a obrigatoriedade de utilização do capacete pelos ciclistas e o cumprimento de regras através de medidas de fiscalização dirigidas para os comportamentos de alto risco. Em comunicado, a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta considera “estas propostas como negativamente discriminatórias”, acrescentando que as mesmas devem ser revistas.

“Nós não somos contra o uso de capacete e até recomendamos. Somos é contra o uso obrigatório do capacete porque consideramos que a sua utilização deve depender da livre vontade de cada um”, adianta o presidente da FPCUB.

Ainda segundo o presidente da FPCUB esta medida pode limitar a liberdade das pessoas que querem andar de bicicleta. “Segundo um estudo da Organização Mundial de Saúde, o uso obrigatório do capacete é nefasto e está a provocar uma redução de 40% no uso da bicicleta, ou seja, as pessoas estão a deixar de fazer qualquer tipo de exercício, aumentando o risco de doenças”.

José Manuel Caetano aponta ainda que “os limites de velocidade não estão a ser cumpridos”, tal como “a distância dos automóveis quando passam por um ciclista”. Segundo o responsável pela FPCUB, o erro prende-se com a “falta de fiscalização e penalização” por parte das autoridades.

O comunicado refere ainda que “as autoridades devem intervir para educar”, considerando ser esta a alternativa viável à proposta do atual governo.

 

 

 

 

 

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