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PGR confirma detenção de Lalanda de Castro na Alemanha

PGR confirma detenção de Lalanda de Castro na Alemanha

DR Carlos Diogo Santos 15/12/2016 18:43

Processo de extradição pode demorar até 60 dias, se suspeito concordar pode ser agilizado e haver uma entrega mais rápida

A Procuradoria-Geral da República confirmou que Paulo Lalanda de Castro foi hoje detido na cidade alemã de Heidelberg, no âmbito do caso Máfia do sangue. A detenção foi feita em cumprimento de um mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades nacionais. Por norma, a decisão definitiva relativa ao cumprimento de um mandado de detenção europeu “deve ser tomada no prazo de 60 dias após a detenção”.

“No âmbito do designado inquérito O – (O negativo), foi emitido um mandado de detenção europeu (MDE) em nome de Paulo Lalanda de Castro, representante, à data dos factos, da empresa de produtos farmacêuticos cuja atividade está em investigação”, esclarece fonte oficial, adiantando que será desencadeado agora um processo naquele país com vista a decidir se o suspeito é ou não entregue às autoridades portuguesas.

Nesse procedimento, lembra a PGR, Lalanda de Castro “pode manifestar oposição à respetiva entrega”, adiantando que  “ se for prestado consentimento por parte da pessoa cuja detenção e entrega se solicita, é admitida uma forma de entrega simplificada”. E, em vez dos 60 dias, tudo pode ficar resolvido em 10 dias – que começam a contar a partir da data em que for dado o consentimento.

Paulo Lalanda de Castro é também arguido na Operação Maquês e foi acusado na Operação Labirinto, conhecida como o caso Vistos Gold. No Brasil a Octapharma – farmacêutica cuja representação para a América Latina chegou a estar a cargo do ex-primeiro-ministro José Sócrates - também foi investigada num caso que ficou conhecido como Máfia dos Vampiros.

Esquema de corrupção no SNS

O Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa considera existirem indícios de que Lalanda de Castro e o ex-presidente da ARS de Lisboa Cunha Ribeiro (detido na terça-feira) “terão acordado entre si que este último utilizaria as suas funções e influência para beneficiar indevidamente a empresa do primeiro”.

O MP já revelou que “em causa estão factos suscetíveis de integrarem a prática de crimes de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem e branqueamento de capitais”. O inquérito continua em segredo de justiça.

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