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Conduzir com renováveis e reciclagem

Conduzir com renováveis e reciclagem

Shutterstock Magalhães Afonso 04/12/2016 20:57

As construtoras de veículos elétricos são líderes na utilização de diversas fontes de energia. Para alimentar os seus automóveis, mas também para construir. E apostam na reciclagem.  

A Gigafactory 1 da Tesla  é um dos expoentes da tecnologia atual, uma «máquina que constrói máquinas», nas  palavras de Elon Musk, CEO da Tesla.

«A Tesla é um construtor disruptivo», afirma o presidente da Associação dos Utilizadores dos Veículos Elétricos (UVE). «A Tesla imprimiu uma nova mudança, uma nova dinâmica». 

Uma destas dinâmicas, trazidas por esta e outras construtores de VE, é a nível ambiental. No uso da energia e na reciclagem. Além da norte-americana, a BMW e a Renault-Nissan  também se destacam. Na Gigafactory 1 «toda a energia usada é de painéis fotovoltaicos» diz Henrique Sanchéz. Isto permite  uma economia de escala sem precedentes para as baterias de lítio – a principal componente dos veículos elétricos –, baixando o preço de 178 euros por kilowatt/hora (kw/h) para 122 euros por kw/h. Com bateria elétrica ou motor de combustão, qualquer automóvel tem um custo de fabrico. Tudo o que seja redução de gastos é vantajoso. 

Já no grupo BMW «mais de metade da eletricidade vem de energias renováveis».  Segundo a construtora alemã, «em Leipzig, na Alemanha, utiliza-se energia eólica. A meio de 2013 começaram a funcionar quatro turbinas nas imediações da fábrica, com 100% da energia produzida a ir para construção do BMW i3 e BMW i8». Segundo Henrique Sanchez, a «BMW é a marca tradicional que está mais evoluída porque de alguma forma isolou esta marca [BMWi].  O especialista revela que «não há autonomia eléctrica dentro das outras marcas» mas há uma aposta na recicalgem. «No caso do Nissan LEAF mais de 90% do carro é feito de materiais reciclados e 95% do carro é reciclável. Estofos são feitos de PET [garrafas de plástico de refrigerantes] que depois é transformado em fio», dá como exemplo.

Reaproveitar
As baterias dos VE são 100% reaproveitáveis e recicláveis. «Os módulos da bateria são aproveitados para construir uma powerwall que permite manter uma casa de uma família de quatro pessoas durante dois dias», revela o presidente da UVE. 

A enorme quantidade de produção, aliada a uma redução de desperdício e uma cadeia de fornecedores também muito menor, representa poupanças significativas e no limite uma redução de 30% nos custos da produção de baterias.  A Gigafactory 1  é um sinal  que a Tesla acredita que o mundo está pronto para os carros eléctricos e há planos para mais fábricas (ver texto ao lado). 

Em 2015 venderam-se em todo o mundo 72 milhões e 300 mil carros. Carros eléctricos foram quase 540 mil. Sendo muitos mais que os 376 mil vendidos em 2014, ainda é menos de 1% do total. 

A Tesla vendeu perto de 50 mil automóveis em 2015, menos de 10% do total de veículos eléctricos.  A Renault-Nissan, que fabrica o LEAF, o VE mais vendido em todo o mundo e outros VE, vendeu 100 mil carros eléctricos entre agosto de 2015 e agosto de 2016.

Já um em cada 12 VE vendido em 2015 foi um BMW i3.

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