21/9/18
 
 
Vodafone Mexefest. Jaggwar Ma levam o volume do Coliseu ao máximo

Vodafone Mexefest. Jaggwar Ma levam o volume do Coliseu ao máximo

Antes de um dos últimos concertos da noite, o dos Jaggwar Ma, o rapper Carlão apareceu de surpresa no camarote presidencial do Coliseu dos Recreios. Esta foi uma das iniciativas “Vozes da Escrita” que levou ainda Mike El Nite ao Cinema São Jorge a meio da noite. A ex-voz dos Da Weasel brindou a sala com um poema do seu disco a solo “O Algodão Não Engana" - a história com bolinha vermelha sobre uma noite tórrida e quente das personagens Serginho e Cátia: "O Princípio de Uma Boa Queca".

Foi só depois disso – “são só cinco minutos silêncio”, pediu Carlão para a sala cheia – que os australianos Jaggwar Ma entraram em palco. “Andámos praticamente o último ano em digressão pela Europa”, disse o vocalista Gabriel Winterfield. “E este é, de longe, o maior espetáculo que fizemos”, sorriu para uma sala cheia até à pinha.

É já então com um ar meio de “clubbing” que cresce a atuação dos australianos. O primeiro dia está quase a chegar ao fim e, com o menor número de propostas na zona da Avenida da Liberdade, há uma grande concentração de pessoas aqui no coliseu, onde a festa vai sendo feita com um volume que aparenta estar mais elevado do que é habitual e que ajuda ainda mais à festa.

Os australianos trouxeram até Lisboa o recente disco “Every Now And Then”, editado no mês passado, e com o qual parece divertir-se bastante. O geométrico jogo de luzes que dispõem pelo palco ajuda a criar um ambiente denso para estas canções que navegam entre o acid house e o rock. O trio não vem sem o formato habitual de guitarra, voz, bateria e baixo e substitui os pratos, as tarolas e os bombos por um enorme conjunto de sintetizadores, sequenciadores e caixas de ritmos operadas por Jono Ma. O baixo de Jack Freedman é pesado, por vezes distorcido e a voz de Winterfield, que vai pegando na guiterra, vem acompanhada de muitos ecos que se prolongam em camadas durante vários segundos, fazendo lembrar os caminhos percorridos por Nicholas Jaar e Dave Harrington nos Darkside, ainda que aqui com uma urgência maior – que se sente em temas como “Slipping”, “Say What You Feel”, “Don’t Make It Right” ou “OB1”.

Ainda há algumas forças nas pernas para voltar a subir a rua. Mas apenas para ir ver como param as modas do Sótão do Teatro Tivoli BBVA – é lá que temos o luso-angolano Pedro (Itch)Coquenão e o sul-africano Spoek Mathambo no papel de “Os Projeccionistas”, a rodar algumas das suas faixas favoritas que dão a conhecer a cena afro-eletrónica. Para alguns mais resistentes, a noite vai continuar por aqui até que venham os seguranças dizer que é hora de sair. Para outros, a primeira noite do Mexefest fica mesmo por aqui. 

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