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Dirigente do PS lamenta críticas de socialista que não ouviu Mortágua

Dirigente do PS lamenta críticas de socialista que não ouviu Mortágua

José Sérgio Margarida Davim 19/09/2016 18:55

O dirigente socialista começa o post no Facebook explicando que gosta do debate político e que nem sequer lhe fazem confusão as divergências entre militantes do seu partido.

As palavras de Mariana Mortágua continuam a ter repercussões. Depois das críticas da direita, o deputado socialista Sérgio Sousa Pinto juntou-se ao coro de ataques à defesa feita pela bloquista de impostos sobre a “riqueza acumulada”. A divergência de Sousa Pinto com a posição oficial da direção do PS foi registada pelos jornais. E agora Porfírio Silva lamenta que quem não tenha tido tempo de ir a Coimbra ouvir a intervenção de Mortágua na rentrée socialista venha a público criticá-la.

O dirigente socialista começa o post no Facebook explicando que gosta do debate político e que nem sequer lhe fazem confusão as divergências entre militantes do seu partido.

“Eu gosto do debate político. Entre socialistas. Entre diferentes famílias da esquerda. Porque acho que esse debate é necessário. Não acho que o debate seja sinal de divisão”, começa por escrever, distanciando-se dos que, como Sérgio Sousa Pinto, criticam a aproximação do PS às esquerdas para encontrar uma solução de governação.

“Mas também não me assusto com os arroubos dos que queriam o PS a suportar a continuação de Passos e Portas a governar. Porque sei que se o PS se tivesse prestado a esse papel estaria a cavar a sua própria sepultura”, comenta, numa alusão às críticas que são feitas no post no qual Sérgio Sousa Pinto ataca Mariana Mortágua, voltando a lamentar a colagem socialista ao BE e ao PCP.

“O que acho triste é que alguns, parecendo que estão a atacar a Mariana Mortágua, estejam realmente a atacar outros socialistas. Mas, nisso, cada um escolhe o caminho que lhe parece melhor. Pelo meu lado, nada farei para prejudicar o livre debate com os socialistas e outras esquerdas. Fui à conferência onde Mariana Mortágua falou e não me chocou nada do que lá ouvi. Pelos vistos, chocaram-se alguns que não tiveram tempo de lá ir”, escreve Porfírio Silva, depois de Sousa Pinto considerar o discurso de Mortágua uma “lição ministrada do alto do legado histórico do trotskismo ou de uma qualquer seita comunista heterodoxa”.

De resto, Sousa Pinto usa a intervenção de Mortágua na rentrée socialista para lamentar, mais uma vez, a aproximação do PS às esquerdas. O deputado do PS diz  mesmo esta "paródia senil" "sairá cara" ao PS. E acusa os que defendem o governo das esquerdas de quererem "reabrir a gaveta onde Soares fechou diferentes caricaturas do socialismo" sem esconderem “ao que vêm: superar o modelo" que o PS desenhou colocando-se ao centro.

"Eu gosto do modelo. Foi construído pelo PS, com tremenda dificuldade, e pela direita democrática. Com o contributo do radicalismo esquerdista nunca se conseguiu construir uma cadeira de pau. Quanto mais o Socialismo", atira Sousa Pinto.

Catarina Martins já considerou, contudo, este um “falso debate” lançado por uma direita “desorientada”. E a própria Mariana Mortágua veio esclarecer que nunca defendeu uma perseguição das poupanças da classe média.

“Aos que se têm entretido a distorcer as minhas palavras porque ter discussões sérias dá muito trabalho: taxar riqueza acumulada não é taxar poupança”, escreveu Mortágua no Twitter, explicando que “taxar riqueza acumulada é: taxar a riqueza que permite que o número de milionários aumente e com isso acabar com a sobretaxa de IRS sobre a classe média”.

 

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