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Maria Luís insinua razões políticas para Costa não defender défice de Passos

Maria Luís insinua razões políticas para Costa não defender défice de Passos

Diana Tinoco Margarida Davim 12/07/2016 13:52

Maria Luís Albuquerque lembrou que a Comissão Europeia decidiu abrir o processo com vista a sanções depois de chegar à conclusão de que não tinha sido feito um esforço efetivo para atingir as metas.

 

Maria Luís Albuquerque seguiu a máxima segundo a qual às vezes a melhor defesa é o ataque. A ex-ministra das Finanças reagiu à decisão de aplicação de sanções com uma acusação dura ao atual Governo.

"O PSD lamenta profundamente esta decisão da Europa e lamenta também que não tenha sido defendido pelo Governo atual o legado que recebeu e que não era só o legado do anterior Governo, mas era o legado do esforço dos portugueses", disse Maria Luís, que acha que a situação em que o país a encontra hoje resulta da "incompetência" ou de "razões de natureza política" que levaram Costa a não defender os números da anterior maioria.

Maria Luís Albuquerque lembrou que a Comissão Europeia decidiu abrir o processo com vista a sanções depois de chegar à conclusão de que não tinha sido feito um esforço efetivo para atingir as metas.

Ora, acredita, essa era a "primeira oportunidade" de António Costa para usar os números do Eurostat, que mostram que sem o efeito do Banif o défice de 2015 foi de 3% e sem os efeitos financeiros foi de 2,8%.

"O Governo tem agora uma segunda oportunidade", afirmou referindo-se aos dez dias durante os quais pode apresentar um recurso para evitar sanções.

A dirigente do PSD diz mesmo que "ainda que simbólicas" quaisquer sanções terão sempre "um efeito reputacional", pelo que devem ser evitadas. E aí, assegura, a bola está do lado de Costa e Centeno.

"Não faltam argumentos técnicos" que, segundo a deputada, podem ser usados em favor do país, já que não terão sido esgrimidos numa fase inicial.

"Foi nessa explicação dos argumentos técnicos que o Governo falhou", declarou, sugerindo que isso só pode ter acontecido "por incompetência" ou "por razões políticas".

 

 

 

 

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