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M83, Ratatat e fomos felizes para sempre

M83, Ratatat e fomos felizes para sempre

Diana Tinoco Cláudia Sobral 10/07/2016 14:37

Arcade Fire foram cabeças de cartaz numa noite em que depois deles ainda tinha muito para dar. E deu. Foi assim o último dia de NOS Alive.

Há de haver quem não acredite, ou que ouça desconfiado, mas há vida para além de Arcade Fire,  ainda durante — Four Tet provaram-no enquanto Will Butler ainda arrancava gritos da multidão que encheu o Passeio Marítimo de Algés no último dia de NOS Alive e se acotovelava por ele — mas sobretudo depois. 

O Palco NOS ainda não estava fechado, na verdade ainda havia muito para dançar, synth-pop espacial  francês que agora mora em L.A., e melhor mistura não podíamos pedir que esta que nos dá a banda de Anthony Gonzalez com a sua eletrónica de encher o palco.

“Reunion” e “Do It, Try It” são sempre um bom princípio, agarrar sem queimar cartuchos, seguidas de uma “Steve McQueen a dar-nos o recado: daqui não sairemos tão cedo, que a felicidade pode ser mesmo isto. Verdade que só se torna maior quando entra Mai Lan, deslumbrante, para viagem a “Junk”, disco que editaram este ano e noqual participa, para dose dupla de “Laser Gun” e “Go!”. 

O universo já está perfeito quando chega o mergulho derradeiro: “Midnight City”, pináculo da diversão e da felicidade neste final de noite e já depois de tudo, montanha russa para “Outro”. Mais “Couleurs”, aqui é dar tudo o que o corpo ainda tiver para dar porque já só vai faltar a espacial “Lower Your Eyelids to Die With the Sun” a rematar uma atuação curta (foi pouco mais de uma hora) mas perfeita. 

Pedido de encore não correspondido sem que haja grande mal nisso, o prazer até é maior quando continuamos a sonhar no que podia ter sido mais e não foi.

Além disso há que correr, literalmente correr, para o palco Heineken, onde Grimes tinha chegado já há mais de meia hora, primeira atuação da canadiana de 28 anos em Portugal. Difícil furar, o mundo veio dar todo aqui, e veio bem, é mais uma multidão feliz neste remate alimentado a “Kill v. Maim”, e como queríamos ter cá estado desde o princípio, onde tinha havido “REALiTi”, “Flesh Without Blood”, “Genesis”, “Go”. Não se pode ter tudo, mas há concertos que devíamos poder inteiros.

Mas daqui já ninguém nos tira agora, nem SMS com promessas de felicidade com Boys Noize no Clubbing, que acreditamos que estivesse a ser memorável, mas aqui vai começar Ratatat. Hora de desligar tudo para um final-mais-que-perfeito que felizmente ainda não estava no passado, estava no futuro. São homens que vemos em ombros aqui, rock eletrónico de Brooklyn para Lisboa, a dar ao Heineken o melhor encerramento que podia ter tido.

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