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Avaria de ferry gera tarde de “tensão” na Margem Sul

Avaria de ferry gera tarde de “tensão” na Margem Sul

DR Pedro Rainho 07/07/2016 13:29

Passageiros com bicicletas que queriam embarcar entraram em confronto verbal com tripulantes de embarcação. Empresa garante que problema está ultrapassado

Quem esteve na Trafaria no último domingo, para apanhar o barco para Lisboa, relata algumas horas de muita “tensão”, que obrigaram à intervenção da GNR e do INEM. Os passageiros com bicicletas e motas foram impedidos de embarcar para regressar a casa. A avaria de um dos ferry que assegura a ligação entre as duas margens do Tejo esteve na origem do episódio. Situação resolvida, garante ao i o grupo Transtejo.

Miguel Correia foi um dos passageiros afetados. No sábado, conta, a viagem de Belém para a margem sul fez-se sem problemas. Mas no dia seguinte, por volta das 13 horas, quando chegou ao cais já se faziam sentir as consequências da avaria de um dos barcos que faz a travessia. “Quando lá cheguei, estava a regressar um catamaran com as pessoas que vinham da Trafaria, mas essa embarcação foi embora e chegou um caciclheiro só de passageiros”, recorda. Problema: na plataforma estavam alguns passageiros de bicicleta, prontos a embarcar, mas o barco só podia transportar quatro (ao contrário da embarcação que avariou, com maior capacidade).

Entraram no catamaran com as bicicletas, mas, devido a uma norma interna, “os funcionários começaram a dizer que não podiam entrar tantas” – o número estaria limitado a quatro equipamentos de duas rodas. A tripulação terá feito menção de querer retirar as bicicletas, e foi aí que a tensão subiu, com os passageiros a recusar sair. Acabaram por seguir todos rumo à margem sul.

No regresso, a situação ficou ainda mais complicada. Fonte oficial da empresa acrescenta que “as características da ligação Belém-Trafaria, permitiram, excecionalmente, o transporte de todas as bicicletas que estavam na estação fluvial da Trafaria, tendo sido efetuado esse transporte no porão do navio, em total segurança para os passageiros”.

Mas, depois de várias viagens marcadas por episódios de tensão durante a tarde, Miguel Correia, que pretendia voltar a Lisboa no barco das 19h30, conta que quando chegou ao cais, meia hora antes da partida, se deparou com um cenário caótico. “Chego lá às e já está a confusão armada. Havia pessoas desde as cinco horas à espera de embarcar”, mas que terão sido impedidas de fazê-lo pelas limitações dos catamarans. O barco, que devia ter saído pelas 19h30, “só saiu passada quase uma hora”. As imagens a que o i teve acesso mostram que a empresa acabou por autorizar a entrada de muito mais que as quatro bicicletas permitidas por motivos de segurança – um passageiro contou 28 na viagem de regresso.

Para isso, os passageiros tiveram antes de esperar numa “jaula a que chamam sala de embarque” durante cerca de duas horas, “sem ventilação”. À multidão juntou-se o calor e, contou o passageiro na exposição que fez ao provador do cliente da empresa, “uma pessoa que se sentiu mal (...) e tiveram que chamar o INEM” para prestar apoio. A GNR e a própria Polícia Marítima (PM) também foram chamadas por utentes indignados que tinham sido impedidos de embarcar. Mas quer os militares quer os elementos da PM limitaram-se a acalmar os ânimos.

Vários passageiros apresentaram ainda queixa junto da empresa. Mas, ao i, a Transtejo garante que a situação está resolvida. “A ligação Belém-Trafaria voltou a ser realizada com o ferry Eborense” – que avariou no domingo – “ao fim da tarde de terça-feira, dia 5 de julho”.  

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