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Sampaio contra sanções. "Se isso viesse a acontecer apetecia-me mandar esta mesa para o ar"

Sampaio contra sanções. "Se isso viesse a acontecer apetecia-me mandar esta mesa para o ar"

Ana Nabais Luís Claro 30/06/2016 08:16

Ex-Presidente da República considera "inconcebível" que essa seja a preocupação da União Europeia

Jorge Sampaio manifestou-se frontalmente contra a possibilidade de a União Europeia aplicar sanções a Portugal por falhar as metas do défice. 

"Se isso viesse a acontecer apetecia-me mandar esta mesa para o ar", disse o ex-Presidente da República, numa entrevista à RTP. 

Sampaio considera "inconcebível" e "quase inacreditável" que seja essa, no contexto actual, "a preocupação" da Comissão Europeia e lembra que os portugueses fizeram "um grande esforço" para cumprir as regras de Bruxelas. 

Se Portugal for alvo de sanções, o ex-presidente da República defende que é algo que "merecerá um protesto veemente do Presidente da República, do governo português, dos partidos e dos cidadãos". 

Sampaio rejeita, porém, a proposta do Bloco de Esquerda para que Portugal faça um referendo no caso de ser alvo de sanções. "Claramente não é o momento para falarmos disso". 

Na entrevista à RTP, Jorge Sampaio fez um balanço "positivo" do governo do PS com o apoio dos partidos à sua esquerda. Confessando que tem "uma ansiedade ou outra sobre a possibilidade da sustentabilidade" do governo, Sampaio defendeu que "não é apenas o PS que está no governo que tem responsabilidade", mas também os seus parceiros. 

Para o ex-Presidente da República "seria péssimo para a democracia, para a estabilidade e para a confiança" que o governo não cumprisse os quatro anos da legislatura. 

Jorge Sampaio elogiou ainda os primeiros meses de Marcelo Rebelo de Sousa em Belém, considerando que "vai de vento em pompa" e "isso é bom para o país que precisa de ter um Presidente da República capaz de harmonizar o que tem de ser harmonizado" e "capaz de fazer consensos". 

Sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, Sampaio alerta que vão ser colocadas a Portugal "novas necessidades", que obrigarão a "um reforço da ligação com a Alemanha, porque a Alemanha vai ganhar uma nova importância". 

 

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