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E em férias, qual é a melhor forma de pagar despesas?

E em férias, qual é a melhor forma de pagar despesas?

Shutterstock Sónia Peres Pinto 23/06/2016 20:11

Usar cartões de crédito e débito para fazer pagamentos no estrangeiro é a melhor solução 

Usar cartões de crédito ou de débito para fazer pagamentos no estrangeiro, em vez de fazer levantamentos, é a melhor solução para controlar custos nas férias, mesmo que haja comissões a pagar ao banco. Esta é uma das conclusões do estudo da plataforma ComparaJá.pt para o i. “Estas duas formas de pagamento ganham em comodidade e aceitação, bem como em segurança, e os custos não se afiguram tão inibitivos”, explica o diretor-geral do portal financeiro, Sérgio Pereira.

Dentro da Zona Euro, utilizar o cartão de crédito não é um problema, pois não se pagam comissões adicionais – a moeda é a mesma em todos os países deste espaço económico e, por isso, nem se coloca a questão das taxas de câmbio. Mas em países fora da moeda única, o cenário muda. Apesar de ser um método de pagamento aceite em praticamente todos os países, é necessário pagar comissões.

Existem duas possibilidades de utilização de um cartão de crédito no estrangeiro: pagar compras com o cartão ou levantar dinheiro (cash advance). Mas nas duas operações existem comissões associadas ao processamento da operação e à conversão de moeda que vão para o banco e que é o próprio consumidor a pagar.

No caso do cash advance, o consumidor tem de pagar uma comissão de processamento internacional, uma taxa de conversão, uma comissão de levantamento a crédito e ainda, nalguns casos, uma comissão de serviço interbancário. Relativamente às compras com o cartão de crédito, acresce-lhes igualmente uma comissão de processamento e uma taxa de conversão. A todos estes valores junta-se ainda o imposto do selo, fixado em 4% .

Outra alternativa passa por levantar dinheiro com o cartão de débito. Mas também aqui terá de pagar uma comissão. Esta corresponde a um montante fixo, uma percentagem variável e ainda comissões de processamento da transação internacional e de serviço de moeda estrangeira, aplicadas sobre o valor do levantamento efetuado. “Ainda assim, nem todas as instituições cobram, o que se afigura como uma vantagem que joga muito a favor do consumidor”, salienta o responsável.

As simulações da plataforma mostram qual é a melhor solução. Para um levantamento a débito no estrangeiro no valor de 150 euros, o cliente poderá ter de pagar entre oito a nove euros a mais além do valor que retira do multibanco (exceto no caso dos bancos BPI e Santander, que não cobram por esta operação).

Já no caso de um levantamento a crédito no mesmo montante, o cliente pode pagar até 14,50 euros na opção mais cara - que é a do Millennium bcp - ou 11,95 euros, tendo em conta a opção mais barata, que é disponibilizada pelo Santander. Mas se optar por pagar as compras com cartão de crédito, o prémio da comissão mais barata vai para o Santander, cuja percentagem para o banco é de 1,63%, sendo o valor mais alto o do Millennium bcp (3%).

Estes números revelam que fazer levantamentos com o cartão de crédito acarreta custos mais significativos do que se optar pelo cartão de débito. Por isso, de acordo com o diretorgeral, não levantar dinheiro com o cartão de crédito é uma regra que todos os portugueses devem seguir quando viajam. E, apesar de admitir que fazer compras com o cartão de crédito também acarreta custos, “os valores não são tão proibitivos, além de ter a vantagem de ser um meio de pagamento aceite em muitos estabelecimentos”.

Recorrer aos traveller checks pode ser outra solução, já que são aceites como modo de pagamento na maioria dos países. Apesar de estes títulos serem comprados nos bancos em Portugal, nem sempre compensam. “Se esta escolha parece ganhar em comodidade, perde em poupança”, alerta Sérgio Pereira.

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