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Acidentes com aeronaves fizeram 34 mortes em seis anos

Acidentes com aeronaves fizeram 34 mortes em seis anos

Shutterstock Jornal i 21/06/2016 16:28

Estado registou 159 acidentes e incidentes desde 2010. Maioria ainda está em investigação

Nos últimos seis anos o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA) registou 159 acidentes ou incidentes, dos quais resultaram 34 mortes. Segundo os dados divulgados por este organismo na sua página oficial, a maioria dos casos ainda estão em investigação – apenas 63 foram concluídos. Ontem mesmo foi divulgado o relatório final referente a um acidente que ocorreu a 7 de julho de 2010 no campo de voo de Valdonas, em Tomar. Na manhã desse dia, um ultraleve proveniente de Santarém despenhou-se junto deste campo de voo, com dois pilotos a bordo que faziam um voo de adaptação ao reconhecimento de fogos. Ao tentar a aterragem, um piloto menos experiente sentiu que não conseguia fazê-lo e tentou tornar a levantar voo, mas o cumprimento da pista não foi suficiente e acabaram por se precipitar numa vinha, sem sofrer lesões mas destruindo o aparelho. Os peritos concluíram que, se tivessem tentado a aterragem em vez de levantar voo, o acidente poderia ter sido evitado.

Ontem o GPIAA ainda não tinha feito qualquer nota oficial na sua página sobre o acidente de domingo. O i tentou perceber com este organismo, tutelado pelo Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, que tipo de investigações foram desencadeadas e também o que justifica a aparente demora na resolução dos casos. Até à hora de fecho desta edição não foi possível obter resposta.

 Em 2015, foram registados 29 incidentes com aeronaves, dos quais resultaram oito mortes. Até ontem, nenhum caso referente ao ano passado estava concluído. O primeiro acidente com vítimas mortais ocorreu a 3 de janeiro em Tomar, quando um ultraleve embateu numa pista. A 6 de fevereiro, um acidente também com um ultraleve durante uma descolagem na Azambuja vitimou os dois ocupantes. Em maio, uma falha nos flaps terá levado ao despenhamento de um MCR 4S-2002 na zona de Água Longa, Santo Tirso. Os ocupantes foram encontrados já sem vida. Em julho, a queda de uma asa delta com motor na zona da praia da Mira vitimou um dos ocupantes. Na altura o piloto, que teve morte no local, fez uma manobra abrupta para evitar embater nos banhistas no areal. A 20 de Setembro, a queda de um ultraleve que participava num encontro aéreo no campo de voo de Valdonas, em Tomar, vitimou os dois ocupantes.

Este ano, até à data, o último incidente registado o GPIAA data de 8 de junho (uma aterragem de emergência de um Airbus A320 no aeroporto de Lisboa) e não havia até ao momento vítimas mortais nem feridos. Já tinha havido contudo um acidente fatal para um paraquedista, que caiu no aeródromo de Palmeira, em Braga, quando praticava paraquedismo de ascensão (puxado por uma viatura).

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