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Pereira Cristóvão só falará quando achar “oportuno”

Pereira Cristóvão só falará quando achar “oportuno”

Pedro Azevedo Carlos Diogo Santos 01/06/2016 21:20

Na primeira sessão do julgamento em que Paulo Pereira Cristóvão e outros 17 arguidos respondem pela acusação de crimes de associação criminosa e roubo qualificado, houve confissões de medo, revelações detalhadas sobre assaltos, arrependimentos, alguns momentos caricatos e até a informação de que um arguido está fugido à Justiça. Trata-se de um personal trainer conhecido como ‘CopKiller’, que até domingo estava em prisão domiciliária.

Durante todo o dia, foram ouvidos três arguidos e todos eles confirmaram a relevância do ex-vice-presidente do Sporting num esquema que chamam de cobranças difíceis, mas que para o Ministério Público não passa de um conjunto de assaltos premeditados. Alguns com violência.

Neste processo, estão ainda em causa crimes como sequestro, posse e detenção de arma proibida, abuso de poder, violação de domicílio por funcionário e falsificação de documento.

Paulo Pereira Cristóvão, que estava debaixo dos olhos atentos da sua mãe, presente na sala do Tribunal, esclareceu os juízes que irá prestar declarações, mas apenas quando considerar “oportuno”.

O primeiro arguido a falar foi, por isso, Celso ‘Kota’, um dos elementos mais relevantes na teia, de acordo com o Departamento Central de Investigação e Ação_Penal (DCIAP). O arguido começou por explicar que só falaria à vontade se os restantes suspeitos saíssem da sala, frisando ter receio da influência do antigo vice-presidente do Sporting. Uma influência que justificou com a ligação deste à Ordem dos Templários.

O pedido foi aceite pela juíza Marisa Arnedo, presidente do coletivo – o mesmo que na sexta-feira passada condenou Pereira Cristóvão, por outros crimes, a quatro anos e meio de cadeia, com pena suspensa.

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