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Trabalhar horas extraordinárias é resultado de um planeamento desajustado

Trabalhar horas extraordinárias é resultado de um planeamento desajustado

Sónia Peres Pinto 17/05/2016 11:16

Diretores de recursos humanos acreditam que a taxa de desemprego irá estabilizar ou, até mesmo, diminuir.

O planeamento interno desajustado (42%), a dimensão desadequada das equipas (24%) e a ineficiência (16%) são as principais razões apontados pelos diretores de recursos humanos para justificarem o trabalho fora de horas. Apenas 6% atribuem o trabalho extraordinário ao excesso de encomendas de última hora. Estas são algumas das conclusões do barómetro Kaizen de Recursos Humanos.

“É sabido que trabalharmos mais horas, não significa trabalharmos melhor. Os resultados do Barómetro refletem isso mesmo: apenas 6% dos inquiridos apontam questões urgentes como causa para o trabalho extraordinário. Isto significa que o tecido empresarial português tem uma enorme margem de progressão para melhorar processos que terão reflexos em ganhos de eficiência e no negócio”, revela António Costa, Senior Partner do Kaizen Institute Western Europe.

Outra das conclusões deste barómetro é que a redução da carga horária no setor privado é encarada como negativa por 72% dos inquiridos e que a mesma pode diminuir a competitividade das empresas. Apenas 28% encara esta alteração como positiva, estando 20% convictos de que os colaboradores seriam mais produtivos face a uma redução da carga horária.

Um relatório da OCDE revela que a incerteza do mercado laboral nacional é bem superior à média, com os portugueses a enfrentarem uma probabilidade de 8,6% de perderem o seu emprego, uma probabilidade que supera aos 5,4 da média da OCDE. A maioria dos inquiridos (70%) no Barómetro Kaizen refere que são dados preocupantes e que a estabilidade é crucial para o bem-estar profissional dos colaboradores e para o negócio de qualquer empresa.

Já para Adelaide Martins, diretora de recursos humanos da Ascendi, considera que, neste contexto a mobilidade funcional e a rotação laboral não serão preocupantes se configurarem uma “rotação saudável”, ou seja, a possibilidade de iniciar um novo ciclo num curto espaço de tempo, dando continuidade à capacitação e qualificação contínuas, numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida, que pode ser transversal.

De acordo com a responsável, “ tão importante como o número de horas suplementares trabalhadas ou a reposição das 35 horas semanais, é saber como atingir resultados e cumprir objetivos, com eficácia e eficiência, com sistemas e ferramentas de apoio à gestão, ou seja, como aumentar a produtividade”. Segundo Adelaide Martins, esta pressupõe capacidade de liderança e de pensar estrategicamente, de motivar e promover a felicidade, ou mesmo a espiritualidade, nas organizações.

No que diz respeito ao atual nível de motivação dos trabalhadores nacionais numa escala de 0 a 20 o índice está neste momento nos 12,5, valor que tem vindo a subir semestre após semestre embora de forma muito gradual. Outro indicador otimista está relacionado com a evolução do emprego em Portugal para este ano onde 88% dos inquiridos do barómetro Kaizen de recursos humanos acredita que se irá assistir a uma estabilização ou mesmo diminuição da taxa de desemprego.

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