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Espanha. Felipe VI agenda nova ronda de conversas com os partidos
Sánchez ainda não conseguiu cumprir o desafio proposto por Felipe VI

Espanha. Felipe VI agenda nova ronda de conversas com os partidos

Sánchez ainda não conseguiu cumprir o desafio proposto por Felipe VI Chema Moya/AP Daniela Soares Ferreira 13/04/2016 10:35

O anúncio tem como base a dificuldade de Pedro Sánchez em formar governo

Parece que está complicado formar governo em Espanha. Pedro Sánchez, do PSOE, encarregado dessa tarefa, bem tenta. Contudo, o Ciudadanos de Pedro Rivera e o Podemos de Pablo Iglesias, não morrem de amores um pelo outro, o que tem dificultado o acordo de governo.

Nesse sentido, o rei de Espanha, Felipe VI, decidiu dar uma ajuda.

Na passada terça-feira, o rei espanhol anunciou ao presidente do Congresso dos Deputados, Patxi Lopez, a decisão de realizar novas consultas com os representantes de todos os partidos. As consultas ficaram então agendada para 25 e 26 de abril e foram marcadas dado o fracasso das negociações lideradas pelo PSOE para formar governo.

Esta é, então, a terceira ronda de consultas e Felipe VI pretende agora saber se terá de propor outro candidato para tentar formar governo  e que “conte com apoios necessários” ou se, pelo contrário, deve proceder à dissolução do parlamento e convocar novas eleições gerais.

Assim, o presidente do Congresso vai comunicar ao rei espanhol o nome dos representantes designados pelos grupos políticos no dia 21 deste mês. Nesse mesmo dia, o Palácio da Zarzuela comunicará a agenda das reuniões.

É necessário que, depois desta nova ronda de negociações saia um nome que consiga superar a investidura. Esse candidato terá então de se apresentar perante o congresso para uma primeira votação. Caso não consiga o apoio obrigatório de pelo menos 176 deputados nessa votação, terá lugar uma segunda investidura, 48 horas depois, em que será apenas necessária uma maioria simples.

De recordar que, na primeira  vez que o rei de Espanha ouviu os líderes dos partidos, Mariano Rajoy do PP recusou o convite para tentar formar governo. Da segunda vez, Felipe VI convidou Pedro Sánchez, que aceitou.

O líder do PSOE tem já assinado um acordo com o Ciudadanos. Contudo, os dois partidos não detêm deputados suficiente e, por esse motivo, falharam a primeira investidura de Sánchez. O objetivo depois seria juntar a esta coligação o Podemos. Mas as divergências entre o partido de Iglesias e o Ciudadanos não permitiram que tal acontecesse. Agora, Sánchez pede a Iglesias que reconsidere. Depois de ter sabido o anúncio do rei espanhol, Sánchez pediu a Pablo Iglesias que facilitasse a mudança do governo liderado pelo PSOE. Nesse sentido, Sánchez pediu ao Podemos que abandonassem “os vetos e os cargos”. Mas, como não é só o Podemos que tem que ceder, o líder socialista pediu também que o Ciudadanos de Albert Rivera renunciasse às “linhas vermelhas” para que seja possível formar um governo “transversal, representativo e exemplar”.

Numa coisa todos os partidos concordam: novas eleições em Espanha significariam um fracasso coletivo. Mas, dadas todas as divergências, o mais provável é que Espanha volte a ir às urnas.

daniela.ferreira@ionline.pt

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