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Luís Castro Mendes. Uma estreia no governo

Luís Castro Mendes. Uma estreia no governo

Luís Claro 11/04/2016 09:29

Luís Castro Mendes é o novo ministro da Cultura. Os amigos do PS garantem que não lhe faltam qualidades. É poeta e diplomata 

Quarenta e oito horas depois de João Soares ter apresentado a demissão, o primeiro-ministro escolheu para ministro da Cultura Luís Filipe Castro Mendes. “Recebo este convite com muita honra e como um grande desafio, e uma tarefa à qual darei o melhor de mim”, disse à SIC numa das primeiras intervenções públicas que fez após o convite para ser ministro da Cultura.

Ao contrário de João Soares, o novo ministro não tem experiência política e não é uma figura conhecida da maioria dos portugueses. Luís Filipe Castro Mendes, que irá tomar posse na próxima quinta-feira, é diplomata, poeta e o atual representante de Portugal junto do Conselho da Europa, em Estrasburgo. O novo governante é natural de Idanha-a-Nova e licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa em 1974. No ano seguinte ingressou na carreira diplomática e exerceu funções em Nova Deli, Rio de Janeiro, Paris e Madrid.

Castro Mendes foi ainda assessor de Melo Antunes no Ministério dos Negócios Estrangeiros e, mais tarde, do Presidente Ramalho Eanes. Antes disso, Luís Castro Mendes esteve envolvido na criação do MES (Movimento Esquerda Socialista) e do Grupo de Intervenção Socialista, sendo próximo do ex-presidente da República Jorge Sampaio. Outra faceta do novo ministro é a de poeta. Entre as obras mais conhecidas estão a “Viagem de Inverno”, “O Jogo de Fazer Versos”, “Modos de Música” e “Os Dias Inventados”.

 O socialista José Lello é, há muitos anos, amigo do novo ministro e considera que António Costa “não podia ter escolhido melhor”, porque “é uma pessoa com uma obra muito relevante no plano da poesia e com uma grande sensibilidade”. Já Francisco Seixas da Costa, ex-embaixador de Portugal no Brasil e em França, diz que o novo ministro tem “um percurso interessante e foi um excelente cônsul-geral no Rio de Janeiro. Deixou uma grande memória pela ação cultural que desenvolveu no Rio de Janeiro”. 

Um nome respeitado Nas reações à escolha de António Costa, a porta-voz do Bloco de Esquerda disse que “é um nome respeitado”, mas o que “interessa é o concreto das políticas públicas” porque “será preciso fazer muito para estar à altura do que o país precisa”. Para Catarina Martins, “um país não será qualificado nem terá uma democracia exigente e uma cidadania ativa se não tiver a cultura presente no centro da política”.

Do lado do PCP, Jorge Cordeiro defendeu que o que importa é “a necessidade de, seja qual for o titular da pasta da Cultura, poder haver uma resposta ao conjunto de problemas que afetam todo o setor de que estamos a falar, que foi conduzido ao longo de anos, e particularmente nos últimos quatro anos, a um subfinanciamento crónico que prejudica a criação cultural e a proteção do nosso património e que deixa sem resposta milhares de produtores”.

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