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João Soares. Crónica de um herói de acção em algumas imagens

João Soares. Crónica de um herói de acção em algumas imagens

Diogo Vaz Pinto 07/04/2016 17:01

O Ministro da Cultura já veio pedir desculpa, diz que não queria assustar ninguém. João Soares garante que é um homem pacífico, que nunca bateu em ninguém. Mas entretanto o seu violento alter-ego foi-se emancipando e, em poucas horas, tornou-se uma lenda a abrir caminho aos bofetões nas redes sociais

 

Entre os "que vergonha!", os inúmeros insultos e apupos digitais, toda indignação que choveu em comentários na página de Facebook do Ministro da Cultura, João Soares, houve alguns que souberam encarar o lado mais cómico da grande tragédia, e já faziam rir enquanto outros só acordavam estremunhados, e logo, em choque, gritavam: demissão! 

 

E logo depois:

Ao "Expresso", e através de um SMS, o ministro já veio pôr água na fervura e garantir: "Sou um homem pacífico, nunca bati em ninguém. Não reagi a opiniões, reagi a insultos. Peço desculpa se os assustei." O ministro da Cultura também já deixou saber que não pensa demitir-se, pretende continuar no posto, doa a quem doer. A polémica nasceu no Facebook e, aparentemente, aí devia morrer, nesse "Correio da Manhã dos pobres", como chegou a referir-se à rede social.

O agitador sobressalto do dia, quem sabe da semana, surgiu depois de um post na página de João Soares em que ameaça dar "um par de bofetadas" aos cronistas do "Público" Augusto M. Seabra e Vasco Pulido Valente.

"Em 1999 prometi-lhe publicamente um par de bofetadas. Foi uma promessa que ainda não pude cumprir", começava por escrever João Soares, explicando que a promessa ficou por cumprir.

 

"Não me cuzei com a personagem, Augusto M. Seabra, ao longo de todos estes anos. Mas continuo a esperar ter essa sorte. Lá chegará o dia", continua o ministro da Cultura, explicando que nessa altura como agora a vontade atacar fisicamente Augusto M. Seabra foi motivada pelo que o cronista escreveu no Público.

No seu post no Facebook, João Soares diz que na altura uma amiga chegou a desvalorizar o conteúdo do que Seabra escreveu por causa do alegado alcoolismo do autor. 

"Ele tinha, então, bolçado sobre mim umas aleivosias e calunias. Agora volta a bolçar, no "Publico". É estória de "tempo velho" na cultura. Uma amiga escreveu: "vale o que vale, isto é: nada vale, pois o combustível que o faz escrever é o azedume, o álcool e a consequente degradação cerebral. Eis o verdadeiro vampiro, pois alimenta-se do trabalho (para ele sempre mau) dos outros.", partilha o governante, que aproveita a oportunidade para oferecer também "bofetadas", a um outro cronista do "Público".

"Estou a ver que tenho de o procurar, a ele e já agora ao Vasco Pulido Valente, para as salutares bofetadas. Só lhes podem fazer bem. A mim também", remata o ministro que desde o início do mandato, há seis, meses já se envolveu numa polémica pública com o então diretor do CCB, António Lamas, ao defender no Parlamento que deveria demitir-se imediatamente.

E já no rescaldo.

"Entretanto, no Ministério da Cultura..."

"Bofetadas para todos", em As minhas Insónias a Carvão

Aqui o Ministro da Cultura é colocado num paralelo com Donald Trump, o irado e belicista candidato republicano na corrida à Casa Branca, que ultimamente também tem disparado ameaças mais e menos veladas em todas as direcções.

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