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Ténis de mesa. Marco Freitas de pente zero rumo ao título
Marcos Freitas chegou à terceira ronda nos Jogos Olímpicos de 2012. Este ano  “sabia bem ganhar uma medalha”

Ténis de mesa. Marco Freitas de pente zero rumo ao título

Marcos Freitas chegou à terceira ronda nos Jogos Olímpicos de 2012. Este ano “sabia bem ganhar uma medalha” DR José Paiva Capucho 05/02/2016 17:15

O madeirense, atual número 11º do ranking mundial, conquistou a Taça da Europa em 2014. Agora, em casa, com mais três portugueses, vai tentar repetir o feito para que seja o início de um ano “em grande”

O pente zero parece ser a fórmula para algumas das vitórias mais importantes de  Marco Freitas. O melhor português do ténis de mesa- e atual número 11º do ranking mundial- começa hoje a Taça da Europa em Gondomar até ao próximo domingo, um título que conquistou em 2014 em Lousana na Suíça, e que perdeu o ano passado para Dmitrij Ovtcharov, o único dos restantes 14 atletas à sua frente nesta competição. E basta olhar para as imagens para perceber que o madeirense há dois anos atrás estava de cabeça rapada, e o ano passado não. Pormenores à parte, não é por aqui que Portugal- que conta com mais  três jogadores nesta Taça, como Tiago Apolónia, João Monteiro e Leila Oliveira- irá chegar longe, mas sim pelo crescimento que a nossa cantera tem tido. Este ano, é “preciso estar concentrado e ser combativo para vencer muitos jogos”, diz Freitas ao i minutos antes de rumar a mais um treino com a equipa e de destacar “o equilíbrio entre jogadores” que irá reinar nesta Taça.

Sendo segundo cabeça de série, depois da ausência de Timo Boll, que está à sua frente no ranking, desdramatiza a saída do Top10 este ano, e garante que jogar em casa é uma sensação ambígua. “Às vezes subimos outras vezes descemos, sou 11º, o que é preciso é energia para ultrapassar o grupo. Pressão? Sim e alegria por estar em casa, a receber o apoio da família e dos amigos”, afirma. No nosso país estarão 16 dos melhores jogadores, mas há sempre um que é considerado o mais difícil, e desta vez será o homem que o bateu o ano passado. Mas Freitas é também um dos alvos a abater. E porquê? “Eu sei que os meus adversários não têm medo de mim, mas respeitam-me”.

Para além do respeito, o apoio das bancadas será importante. “Eu acho que os portugueses gostam de acompanhar o ténis de mesa, como vimos no Campeonato da Europa em 2014 e na World Tour em Lisboa em 2015”, diz. Quem segue a linha de Marcos é o presidente da Federação Portuguesa de Ténis de Mesa (FPTM) Pedro Moura que anteontem durante a apresentação do evento, demonstrou confiança no sucesso da prova. “Somos considerada a 6ª modalidade do país e acredito que este será um grande momento desportivo. Um dos nossos objetivos é criar a possibilidade dos nossos atletas se exibirem junto das suas famílias, amigos e dos portugueses”.

Uma medalha “sabia bem” Uma vitória dá acesso ao próximo Mundial, mas  o pensamento de Freitas está também nos Jogos Olímpicos deste ano, que se realizam no Rio de Janeiro. “Esperemos que este seja um ano em grande, para além das outras provas que se avizinham, sabia muito bem ganhar uma medalha, é um sonho claro”, desabafa o atleta que em 2012 chegou até à terceira ronda nos Jogos de Londres.

Se não há razão de queixas em relação ao apoio, existem alguns problemas com a logística e os prémios monetários no ténis de mesa. O vencedor recebe apenas 2 mil euros, e os atletas que se deslocam até Gondomar terão de pernoitar no Porto, já que a cidade não tem uma unidade hoteleira disponível para todos.   E como avançaram alguns jornais, as despesas seriam pagas pelos próprios jogadores, algo que Marco Freitas desmentiu. “A FPTM cobre as nossas despesas”, esclareceu.

Dúvidas esclarecidas, é tempo de pegar na raquete, aquecer a bola e batalhar para deixar o título em casa. E a opção de cortar o cabelo parece novamente ser a norma entre os atletas. À exceção de Apolónia. Mas claro, são sempre pormenores. O que conta é ganhar.

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