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Presidenciais. Apoiantes vão ajudar a pagar campanha de Maria de Belém

Presidenciais. Apoiantes vão ajudar a pagar campanha de Maria de Belém

João Girão Luís Claro 02/02/2016 14:04

Dirigente do PS apela à criação de um movimento para “ajudar a pagar as dívidas” da campanha

Os apoiantes de Maria de Belém vão ser convidados a contribuir financeiramente para pagar as despesas da campanha eleitoral. A candidata não atingiu os 5% necessários para ter apoio do Estado e também não vai ter a ajuda do PS. “As pessoas que quiserem apoiar apoiam”, diz um elemento da candidatura. O objectivo é reunir fundos de uma forma discreta, mas no PS há quem esteja a apelar publicamente ao lançamento de uma campanha para ajudar a candidata. O dirigente socialista Ricardo Gonçalves escreveu no Facebook que “é preciso criar um movimento para ajudar a pagar as dívidas”.

Ao i, Ricardo Gonçalves defende que “é um acto cívico” contribuir para a campanha. “Várias figuras deram a cara por Maria de Belém e podem lançar um movimento de gente com peso. Não se pode abandonar a candidata. Uns podem dar mais do que outros, mas é preciso ajudar a pagar a campanha”, diz o o ex-deputado socialista, apelando aos apoiantes de Maria de Belém - aos socialistas e aos independentes - para que se “envolvam” neste movimento.

PS não paga Maria de Belém previa gastar 650 mil euros na campanha eleitoral, mas os gastos devem ter ficado abaixo do valor inscrito no orçamento. Apesar disso, será sempre uma quantia significativa e, para além de não contar com o apoio da subvenção estatal, Maria de Belém não terá qualquer ajuda do PS - uma situação que está a ser criticada por alguns dirigentes. “Acho lamentável que o PS não esteja disponível”, disse, em entrevista ao “Sol”, Álvaro Beleza. Ricardo Gonçalves também defende que “o PS devia ajudar”, porque “António Costa disse que os candidatos do PS eram dois. Sampaio da Nóvoa não precisa porque recebe a subvenção estatal, mas o PS deve ajudar Maria de Belém”.

O PS não apoiou oficialmente nenhuma candidatura. António Costa limitou-se a fazer um apelo aos socialistas para que participassem na campanha. “Como sabemos, há essencialmente dois candidatos relevantes da nossa área política e o PS entendeu que, nesta primeira volta, não deveria apoiar oficialmente nem Maria de Belém nem Sampaio da Nóvoa, mas os socialistas têm feito as suas escolhas”, disse o secretário--geral do PS. Sampaio da Nóvoa conseguiu 22,8% dos votos, o que faz com que o apoio do Estado seja suficiente para pagar as despesas com a campanha. O ex-reitor previa gastar cerca de 740 mil euros.

Marcelo Rebelo de Sousa e Marisa Matias são os outros candidatos que têm direito a receber a subvenção estatal. Edgar Silva, Vitorino Silva, Henrique Neto, Cândido Ferreira, Paulo Morais e Jorge Sequeira não atingiram os 5% e, por isso, não terão direito a qualquer apoio. O valor total da subvenção é de 3,4 milhões de euros mas, como os gastos dos candidatos foram baixos, o Estado deve poupar mais de 2 milhões de euros - uma poupança para a qual contribuiu a campanha low-cost feita pelo futuro Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa orgulhou-se, durante a campanha, de fazer uma campanha solitária e barata e previu gastar apenas 135 mil euros.

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