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Pedro Ayres de Magalhães. “Em Portugal não existe uma cultura dos autores”
Fazer acontecer os Madredeus demorou seis ou sete anos

Pedro Ayres de Magalhães. “Em Portugal não existe uma cultura dos autores”

Fazer acontecer os Madredeus demorou seis ou sete anos Antonio Pedro Santos Raquel Carrilho (Texto) António Pedro Santos (Fotografias) 03/12/2015 18:47

Há pessoas que vivem quase sempre na sombra. E isto não é necessariamente mau. São pensadores, criativos. São aqueles que imaginam, que montam, que concretizam.

Pedro Ayres Magalhães é uma dessas pessoas. Foi da sua cabeça que saíram projectos como os Heróis do Mar e os Madredeus. Depois de um Verão muito agitado, repleto de concertos com os Resistência – uma tournée que culmina a 17 de Dezembro, data em que sobe ao palco do Campo Pequeno, em Lisboa - no inicio de Novembro foi lançado mais um álbum dos Madredeus, “Capricho Sentimental”. Sim, porque os Madredeus continuam a existir. Haja o que houver.

Os Madredeus nasceram em 1985 e foram uma das bandas portuguesa mais bem-sucedida, deram concertos em todo o mundo. No entanto, neste momento em que lançam um novo álbum – “Capricho Sentimental” - há muita gente que acha que os Madredeus já não existem. Sente-se injustiçado?
Pois… As notícias são poucas. Os portugueses estão imersos numa sociedade consumista, só querem saber do bacalhau, do azeite, do chouriço e da gasolina. Tudo bem que são bens de primeira necessidade. E as pessoas ganham muito pouco dinheiro. Mas depois também somos um dos povos que vê mais televisão. E há grandes concertos das Shakiras e das bandas para miúdos que enchem o Pavilhão Atlântico. Mas há muitos artistas que não conseguem afirmar a sua singularidade, e o papel dos artistas é terem uma voz e conseguirem dar a conhecer a sua mensagem de uma forma singular. Mas isso é muito difícil em Portugal.

Com isso em mente o que o levou a lançar este álbum?
Foi um capricho meu, daí também este título. Há uns dez anos que sou eu que produzo os discos dos Madredeus. Pago, financio. Este foi mais um. Fi-lo porque gostei muito da Beatriz [Nunes, a nova vocalista]. Quando fizemos o programa dos 25 anos dos Madredeus, com os músicos de corda, achei-a fantástica. Fizemos trinta e tal concertos fora de Portugal e ela, apesar de jovem, é uma grande cantora e muito simpática. No final fiquei a achar que, se a tínhamos convidado para cantar as músicas da vida dos Madredeus numa data tão importante, não podia acabar tudo logo a seguir. Achei que tinha de fazer um disco para ela, foi o meu capricho em jeito de gratidão. Mas escolhi este nome também porque é uma mensagem sobre toda a obra do grupo. É um grupo que começou há 30 anos, por capricho. Éramos independentes e estávamos a fazer algo que não era hábito no showbiz, basta pensarmos que não tínhamos bateria. Os Madredeus eram muito fora do mainstream, mas eu convenci-me que aquilo tinha muito futuro. E teve. Teve imenso futuro. Um futuro que agora é passado.

Os Madredeus foram sempre um projecto com uma voz feminina emblemática. O papel da Beatriz, como a voz que se segue à Teresa Salgueiro, é ingrato?
É, mas ela não liga a isso. E isso é admirável e é o que está certo. Quando a Teresa saiu fiz um grupo chamado Banda Cósmica e justamente para não cair nessa armadilha de as pessoas dizerem que tínhamos trocado a Teresa por outra cantora, escolhi três cantoras. E era um grupo com baixo, bateria, guitarra, violino, percussão. Era uma ideia que já tinha há algum tempo. Os Madredeus eram um grupo ideal para tocar em sítios fechados, mas ficámos tão populares que nos estavam sempre a convidar para tocarmos em praças públicas, para dezenas de milhares de pessoas. Fazíamos esses concertos, mas depois o som não era a mesma coisa. Guitarras clássicas ao ar livre? Para 50 ou 100 mil pessoas? A Banda Cósmica surgiu para termos um grupo eléctrico que dava para tocar ao ar livre. Mas nunca pensámos em acabar com os Madredeus.

Mas os Madredeus hibernaram durante esse período?
Não. A Banda Cósmica era, na sua origem, eu e o Carlos Maria Trindade. E intitulávamo-nos Madredeus e Banda Cósmica. Nunca ponderámos acabar depois da saída da Teresa. Aliás, os Madredeus foram sempre um grupo muito aberto, entraram e saíram vários músicos. E chegou um dia em que a Teresa também saiu e nós não podíamos condenar essa decisão dela. Pelo contrário, temos é de estimular. Da mesma forma que também recebi estímulos para continuar com os Madredeus.

Esse desejo de controlar o ambiente onde tocavam ajudou à imagem que houve, durante anos, de que os Madredeus eram um grupo elitista?
Mais populares que nós é impossível!

Mas sempre quiseram fazer à vossa maneira.
Sim. Esses concertos abertos eram chatos porque não havia ambiente. As pessoas estão ali a beber, comer, falar… Nós, por capricho, trazíamos cadeiras de Espanha e púnhamos nas praças. Vendíamos bilhetes e só ia quem queria mesmo. Quando começámos diziam que éramos o nouveau fado ou folclore e eu tinha de explicar que não. Lembro-me de dizer aos restantes membros da banda que não podíamos andar a fazer concertos só porque éramos jovens e a Teresa tem uma voz muito bonita. Não podíamos assumir esse papel de sermos uma atracção de circo. Tínhamos de combater os rótulos. Em todos os álbuns tivemos batalhas e cada álbum refletia uma fase. Por exemplo, “O Paraíso” (1997) reflecte uma grande fase, com todos muito motivados, com concertos em todo o lado e grandes condições para gravar. Senti-me no paraíso quando gravámos esse álbum.

Lembra-se das primeiras conversas, no Frágil, que deram origem aos Madredeus?
Foram tantas, demorou muito tempo… Fazer acontecer os Madredeus demorou seis ou sete anos. De vez em quando um jornalista escrevia sobre nós a dizer que éramos um grande grupo. Mas quase não tocávamos. Fazíamos dez concertos por ano.

Qual foi o momento de viragem?
Foi com o “Existir” (1990). Conseguimos organizar o grupo e produzimos aquela que foi a primeira tournée em Portugal feita, do princípio ao fim, com os mesmos técnicos, durante três meses. Ainda assim achavam os Madredeus esquisitos porque não éramos os Trovante. E éramos desconhecidos. Mesmo assim, nessa tournée, fomos fazer esses concertos e estavam todos à pinha. Em Portugal acontece muito isso de dizerem que somos elitistas, mas depois vamos tocar a algum lado e para o trânsito porque milhares de pessoas queriam ver os Madredeus. Nos anos 90 nós cavalgámos essa onda, mas isso nunca mais vai acontecer porque a época é outra. Com a chegada dos CDs, as editoras duplicaram os seus catálogos, e surgiram brutas lojas como a Virgin Megastore. Nessa altura já tínhamos editado quatro ou cinco discos, estávamos no filme do [Wim] Wenders e tocávamos ao vivo em todo o lado.

Sentiam-se os reis?
Não. Sentíamo-nos cansados. Cansadíssimos. Mas foi épico.

O que mais retém na memória dessas temporadas em viagem?
Muita coisa. Foram cinco tournées de três anos. Mais estas agora com a Banda Cósmica. Mas tudo muda. As pessoas mudam. Eu mudei.

Ainda assim, de certeza que recorda momentos em que havia vagas de histeria em torno dos Madredeus, muitas vezes em países inesperados, como o Japão, onde até era necessário legendar os concertos.
Eles fazem questão de o fazer. Nós éramos uma completa novidade para eles. Não sabiam nada de Portugal. Mas nos outros países também não. Em Espanha não sabiam nada de Portugal. Aliás, durante muito tempo, como tocávamos tanto em Espanha e Itália, julgavam que éramos portugueses mas que vivíamos num desses países. Ao longo de anos visitámos perto de 40 países. Tenho memórias fantásticas. No Brasil, por exemplo, sentíamos tanta simpatia, eles diziam que não percebiam o que os portugueses diziam mas que conseguiam perceber o que nós dizíamos. Iam aos concertos e cantavam connosco. A atmosfera dos concertos, para mim que construí aquilo sílaba a sílaba, era fantástica. O México também foi incrível. O primeiro concerto foi no Teatro das Artes, em Monterey, chovia a cântaros mas o teatro estava cheio. Foi a primeira vez que as pessoas se levantaram para aplaudir os arranjos de guitarra. Isto nos meados dos anos 90. Entretanto fomos assistindo ao colapso da indústria, começámos a ver as editoras a despedirem pessoas, íamos aos países dar concertos esgotados e o disco não chegava lá.

Ou seja, podiam ter vendido muitos mais discos.
Pois, não sei… Mas imagine uma editora portuguesa que vende uns cem mil discos de um músico qualquer e de repente aparece uma banda, que não tem bateria e que tem uma maneira de fazer as coisas da qual não abdica, e vende um milhão. Só que depois a reacção não é investir esse dinheiro no grupo, mas antes apagar os fogos que têm no escritório. As coisas são perversas…

E entretanto os tempos mudaram e cada vez se vende menos música.
Fazer música, lançar CDs e dar concertos dá tudo muito trabalho. Por isso sempre disse que, acima de tudo, tínhamos de ter prazer. Sempre foi a minha tese: temos de estar satisfeitos com o que fazemos. Quando começámos, como já disse, não foi fácil. Tal como não foi com os Heróis do Mar. Mas os Heróis são hoje mais reconhecidos do que eram na altura em que existiam. E os Madredeus têm o seu lugar na nossa história e uma carga emocional na memória das pessoas. Foi a nossa poesia que nos permitiu fazer carreira.

Pensou muitas vezes mudar a casa dos Madredeus para fora de Portugal?
Não, não. Temos de relativizar. O Zeca Afonso não passa na rádio. Nem na televisão. A não ser que haja um comício. Em Portugal não existe uma cultura dos autores, dos compositores… Mesmo assim sempre fizemos questão de tocar em Portugal, não queria ser o grupo que toca em todo o lado lá fora mas não toca no seu país. Isto apesar de os Madredeus que as pessoas conhecem continuarem a ser os d’“A Vaca de Fogo”. E nós já estamos vinte anos à frente! Só que nada do que fizemos entretanto foi divulgado. As pessoas ouviram falar de algumas coisas, mas é uma pequena parte daquilo que fizemos.

Como lida com essa ideia de os Madredeus viverem de glórias passadas?
Continuam a achar que somos a banda do “Haja O Que Houver”, “A Vaca de Fogo” e “O Pastor”. Desde aí publicamos outras 200 canções. Mas enfim… Mas o que seria de mim, não obstante o contexto, se não me tivesse dedicado a escrever música? Não consigo pensar no que teria gasto a minha vida. A minha vida seria impossível.

Como é que começaram a surgir as oportunidades para tocarem fora de Portugal?
Depois da tournée de 91 começámos a fazer uma espécie de circuito cultural em França, Bélgica, Itália… Concertos mal pagos para poucas pessoas. Andávamos de comboio para todo o lado, mas eu andava louco porque sentia que tínhamos furado. Parecia que podíamos ambicionar ter futuro e ser um grupo mundial. A editora também achou e decidiu que o álbum seguinte, “O Espírito da Paz” (1994) iria ser editado em 12 países europeus. Nessa mesma altura liga-me o Paulo Branco a dizer que estava cá o Wim Wenders, se podíamos ir jantar. Ele tinha ouvido os nosso dois primeiros álbuns, “Existir” (1990) e “Os Dias da Madredeus” (1987) e tinha gostado muito. E como tinha sido convidado para fazer um filme a propósito da Lisboa Capital da Cultura 1994 queria usar as nossas músicas. Eu disse-lhe que claro que podia usar, mas que o grupo entretanto já era muito melhor e convidei-o para nos ir ouvir ensaiar. Ele foi e ficou louco connosco. Estávamos no final de 1993, a gravar “O Espírito da Paz” e a partir de Maio íamos fazer uma tournée. Acabámos por fazer dois discos e quando começámos a tournée já éramos o grupo que tinha feito a banda sonora do próximo filme do Wim Wenders. De repente, nesses 12 países, toda a gente falava sobre nós.

Foi uma loucura?
Sim. Mesmo países onde já tínhamos ido sem condições passaram a estar totalmente disponíveis para nós. Foi uma conjugação cósmica.

Nessa altura ganhou muito dinheiro?
Sim. Havia muito trabalho, mas também muito dinheiro. Vendemos muitos discos e demos muitos concertos. Trabalhámos tanto que houve músicos que saíram. Por exemplo, o Rodrigo [Leão] saiu antes dessa tournée. Ainda gravou as faixas para o Wenders, mas depois achou que iam ser concertos a mais e que queria estar sossegado.

Era impossível ter uma vida normal?
Pois. Nunca cá estava. Mas não havia nada mais importante do que levar aquele barco a bom porto. E trazê-lo de volta.

Passavam muito tempo fora de Portugal, todos juntos. Como eram as relações? As amizades sobreviveram aos momentos mais complicados?
Os amigos fazem-se e desfazem-se. É assim. As pessoas encontram-se na vida, mas depois têm o seu caminho. Depois dessa tournée, em 1996, houve mudanças na banda, organizámo-nos de outra forma e combinamos trabalhar mais dez anos, até 2006. E fazer três tournées e quatro discos.

Actualmente os Madredeus raramente editam ou fazem concertos. Em contrapartida tem feito mais concertos com os Resistência. Ainda é possível viver da música?
Hoje em dia não ganho nada. Tenho uma vida modesta, sempre tive. Guardei dinheiro. Mas tenho o trabalho que quero ter.

Mesmo sabendo que já esteve no topo e agora não, quer continuar a fazer música?
Sinto que sempre tive dificuldades. Mas tínhamos mais retorno. E eu era mais novo e gostava de viajar. Agora não gosto nada. Não me apanhavam a fazer 200 concertos num ano. Mas por exemplo agora fizemos este disco, fizemos um filme com cinco das músicas do CD, quem sabe se as pessoas vão gostar? Se gostarem, se calhar, ainda fazemos outro. Porque aquilo de que gosto mesmo é de fazer música e habituei-me às dificuldades. Com os Madredeus senti sempre que cada novo álbum era um recomeço. Chegávamos das tournées cansados e neuróticos, com dúvidas sobre o que queríamos fazer da vida. Mas enquanto os outros elementos da banda iam para casa pensar, eu já está a pensar num álbum novo. Para mim era uma estupidez perdermos a oportunidade que estávamos a ter.

Tinha noção que aquilo que estava a viver com os Madredeus iria terminar e provavelmente não se iria repetir?
Claro. Os Madredeus começaram com um grupo de desempregados. Podiam dizer que éramos dos Heróis do Mar, da Sétima Legião, mas a verdade é que éramos uns desempregados, uns indigentes. E tivemos muito sucesso a fazer uma coisa muito honesta: música. Música da qual as editoras não gostavam, achavam que éramos sempre a mesma coisa, que devíamos pôr congas ou flautas, mas depois as pessoas gostavam e compravam.

Ouviu muitas vezes essa ideia de que tinha de mudar de fórmula?
Sim, mas eu não tinha nada esta ideia. Achava que, quando descobrimos a nossa originalidade temos de a defender. E hoje em dia acho que, quando tudo estiver pior, os Madredeus do passado vão voltar a ser falados. Por causa da solidão. Eu senti a solidão de ser português quando era adolescente, nos anos 70. E o que me fazia impressão em Portugal era ninguém se relacionar com esse problema. Por isto sentia falta de pensar, de teorizar. Encontrei a resposta a escrever canções sobre a saudade, sobre o que somos como portugueses, tanto nos Heróis do Mar como nos Madredeus. Os Madredeus não foram bem entendidos, mas amanhã, quando as pessoas estiverem ainda mais insatisfeitas com o presente, irão pesquisar e nessas pesquisas vão encontrar a história, muito bonita, de uma banda que cantava sobre o ser portugueses e que foi tocar essas palavras a todo o mundo.

Começou a sentir que queria ser músico muito jovem?
Sim, aos 12 anos. Estávamos em plena revolução hippie lá fora e nós cá sob uma ditadura. Eu estava no Colégio Militar, mas lia muito e já ouvia muita música. E pensava no que se passava lá fora. Desde muito novo que convivia com outras pessoas, da minha idade e mais velhos, e falávamos de música e de formas de viver alternativas. Era a rejeição da sociedade de consumo.

Tocava algum instrumento?
Viola, desde muito novo. O meu pai ensinou-me algumas coisas e o resto fui aprendendo com os amigos e a estudar livros. Tinha muitos amigos fora do colégio. A minha vida era sair do colégio para ir estudar música, guitarra clássica que era o que se estudava na altura. Entretanto, no meu 5º ano, houve o 25 de Abril, e eu escrevi ao meu pai 25 razões para sair do Colégio Militar. E ele achou que eu tinha sido um homem e deixou-me sair. Fui para a Academia dos Amadores de Música. Fiquei até aos 20 anos.

E quando começa a tocar com Os Faíscas?
Por volta dos 17, acho. Foi com o Paulo Bento Gonçalves, que depois foi guitarrista dos Heróis. Ele era mais velho, tinha amplificador e guitarra, tinha crescido nos EUA. Ele propôs-me que eu tocasse baixo e formámos a banda, em 78. Tirei o curso superior de rock&roll, andávamos sempre a estudar a música dos anos 50 e 60. Só durámos um ano. Logo de seguida fiz os Corpo Diplomático que gravaram um álbum, mas logo de seguida terminaram.

E finalmente começam a dar sinais os Heróis do Mar. É uma banda que rompe com o cenário existente.
Aquilo vem do teatro hippie, era a ideia de juntar musica e teatro, um pouco como faziam os Genesis e os músicos da new wave. Aqui inventámos umas fardas e chamaram-nos de militaristas e fascistas. Diziam que usávamos símbolos nazis. Tivemos alguns êxitos de dança, mas ninguém nos ligava. Só agora. Entretanto deixámos de gostar de andar vestidos de igual.

Apesar da polémica, numa certa elite boémia, a elite do Frágil e do Bairro Alto, os Heróis do Mar eram justamente isso: heróis. As fãs corriam atrás de vocês.
Havia muita boémia, mas no sentido sexual, dependia... Uns queriam mudar de namorada todos os dias, outros não. Mas saíamos muito, fazíamos animações de festas...

Porque é que acabaram?
Ainda durámos nove anos. Mas as pessoas vão-se separando. E vão perdendo a paciência. Chegámos aos nossos limites.

O terceira projecto que sempre se associa ao seu nome são os Resistência, que continuam a fazer os seus regressos, como agora, que andam em tournée e vão tocar em Lisboa a 17 de Dezembro.
Os Resistência são uma coisa mesmo extraordinária. É diferente de tudo o resto que já fiz. Aquelas pessoas, vinte anos depois, continuam a ser músicos. Nos outros projetos em que estive não é assim. Muitos deixaram a música.

Em todos os seus projectos foi sempre o homem na sombra, o pensador. Porquê?
Há uma mensagem nisso: é preciso resistir. E resistir naquilo de que gostamos. Eu não gosto de me esconder, não é isso, mas prefiro pensar nas coisas. E concretizá-las.  J

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