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PS reúne-se com MPLA e quer melhorar relações com Angola
"É sabido que há partidos em Portugal que têm posições diferentes sobre esta matéria, o MPLA está perfeitamente consciente disso", disse, referindo-se ao PCP e ao BE

PS reúne-se com MPLA e quer melhorar relações com Angola

"É sabido que há partidos em Portugal que têm posições diferentes sobre esta matéria, o MPLA está perfeitamente consciente disso", disse, referindo-se ao PCP e ao BE Joost De Raeymaeker/EPA Jornal i 28/11/2015 13:49

Posição foi assumida este sábado, em Luanda, pelo secretário de relações internacionais do PS, Porfírio Silva.

O PS assegura que o MPLA está "consciente" da posição do partido que agora lidera o Governo em Portugal sobre as relações com Angola e que "não confunde" com os posicionamentos do PCP ou do Bloco de Esquerda.

A posição foi assumida este sábado, em Luanda, pelo secretário de relações internacionais do PS, Porfírio Silva, que falava à agência Lusa à margem do encerramento da segunda reunião anual do conselho da Internacional Socialista, organizada pelo Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

"Nós estamos interessados em continuar a melhorar as relações entre Portugal e Angola. As relações entre os Estados e os povos são importantes quer para os angolanos que vivem em Portugal quer para os portugueses que vivem em Angola. Há centenas de milhares de portugueses que fazem a sua vida neste país e essa realidade, além de ser histórica entre os dois países, é de toda a atualidade e que nos queremos, acreditamos e sabemos que vai contar a ser de melhoria constante", apontou Porfírio Silva.

O dirigente português manteve contactos, à margem desta reunião da Internacional Socialista, com dirigentes do MPLA, partido no poder em Angola desde 1975, para troca de informações sobre a situação política em ambos os países, nomeadamente a constituição de um Governo liderado pelo PS com o apoio parlamentar do PCP, aliado histórico do MPLA, e do Bloco de Esquerda, crítico do regime angolano.

"É sabido que há partidos em Portugal que têm posições diferentes sobre esta matéria, o MPLA está perfeitamente consciente disso, sabe perfeitamente qual é a nossa posição, não confunde a nossa posição nem com a posição do Partido Comunista Português, nem com a posição do Bloco de Esquerda", afirmou Porfírio Silva.

O dirigente e membro do secretariado nacional recordou que "também é sabido", e o MPLA mostrou ter "perfeita noção disso", que mesmo dentro do PS "há vozes que não estão sempre concordantes com o nosso posicionamento tradicional nesta matéria".

"Temos a perfeita noção de que num país democrático isso é normal e que o que há é que ir avançando, tendo as conversas necessárias para fazer aquilo que é preciso fazer", acrescentou Porfírio Silva, referindo-se às posições e partidos "diferentes" que agora suportam o Governo em Portugal.

O secretário-geral do MPLA, Julião Mateus Paulo "Dino Matrosse", disse na sexta-feira, em entrevista à Lusa, à margem da reunião da Internacional Socialista, esperar que o novo Governo socialista português "mantenha relações boas" entre os dois Estados.

As relações entre os dois países voltaram a viver momentos conturbados nos últimos meses, com críticas de Angola à ingerência portuguesa no caso dos 17 ativistas que estão a ser julgados em Luanda por atos preparatórios para uma rebelião e um atentado contra o Presidente da República, pelas críticas e pedidos de libertação destes jovens.

A forma como foi alcançado um novo Governo de esquerda em Portugal, liderado pelo PS, foi um dos temas que motivou o interesse dos partidos representados nesta reunião do conselho da Internacional Socialista, realizada entre sexta-feira e sábado em Luanda.

O aprofundamento do combate ao terrorismo, às ingerências externas em África ou o fim de conflitos militares e o reforço do apoio humanitário aos refugiados foram temas em destaque nesta reunião, que adotou ainda uma declaração enaltece a liderança do MPLA, que "caminha de forma determinada para a consolidação da democracia, do Estado de direito, assente no respeito pelas liberdades fundamentais dos cidadãos”.

Lusa

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