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Crise. PCP e BE criticam Cavaco. PS põe água na fervura
Cavaco pôs um ponto final na crise política e indigitou António Costa

Crise. PCP e BE criticam Cavaco. PS põe água na fervura

Cavaco pôs um ponto final na crise política e indigitou António Costa Filipe Casaca Jornal i 25/11/2015 10:41

PS quer que relacionamento com Belém “seja o melhor”. PCP e BE voltam a atacar Cavaco.

OPresidente da República indigitou António Costa como primeiro-ministro, mas não ficou imune às críticas do PCP e dos bloquistas. OPS adoptou outra postura no sentido de preservar o bom relacionamento institucional nos mais de três meses que faltam para Cavaco Silva acabar o mandato. 

Coube ao presidente e líder parlamentar do PS, Carlos César, pôr água na fervura e elogiar o “bom senso” do Presidente. O socialista mostrou-se convicto de que as divergências com Belém pertencem ao passado, porque interessa que o relacionamento institucional entre o futuro governo, a Assembleia da República e o Presidente da República “seja o melhor”, perante “uma situação de grande fragilidade”. “O que interessa é o futuro”, garantiu o líder parlamentar.

A postura do PCP foi outra. O líder parlamentar, João Oliveira, acusou o chefe de Estado de ter tentado “até ao último momento manter o PSD e o CDS no poder, ponderando mesmo a manutenção do governo em funções de gestão e ponderando mesmo desrespeitar a vontade do povo português expressa nas últimas eleições, procurando convocar novas eleições até que elas dessem o resultado pretendido”. As críticas dos comunistas não ficaram por aqui, com Edgar Silva, candidato à Presidência com o apoio dos comunistas, a acusar Cavaco de adiar “injustamente e indevidamente” a decisão de indigitar António Costa. 

Ainda mais dura com o Presidente foi Heloísa Apolónia, do PEV: “Felizmente, Cavaco Silva está de saída.” A deputada lamentou que “esta decisão não tenha sido tomada mais cedo” e acusou o PR de ter demonstrado uma clara “dificuldade “ em “deixar de amparar a sua força política de eleição”.

CAVACO ENGOLIU UM SAPO Catarina Martins, do BE, preferiu destacar que a indigitação de António Costa abre “um novo ciclo” para dar melhores condições de vida aos portugueses. Mas nas redes sociais os bloquistas não pouparam o PR. “Cavaco perdeu. A democracia venceu Cavaco. Derrotado, Cavaco engoliu um grande sapo. Faço votos para que o futuro lhe cause muita azia, na companhia dos amigalhaços do PSD e CDS”, escreveu João Semedo, ex-coordenador do BE. 

A candidata presidencial que corre com o apoio dos bloquistas, Marisa Matias, registou que “foram precisos 50 dias para que o Presidente da República tivesse decidido respeitar a vontade expressa pelos cidadãos e cidadãs portugueses no passado dia 4 de Outubro. Fez o que tinha de ser feito e o que já devia ter feito há muito tempo”. 

Com a crise política a dominar a agenda, os candidatos presidenciais vão comentando os novos acontecimentos. Sampaio da Nóvoa colocou-se, mais uma vez, do lado da solução apresentada por António Costa e mostrou-se convicto de que há “todas as condições para ter um bom governo, um bom programa e um bom Orçamento”.

Maria de Belém também já tinha acusado Cavaco de estar “a adiar o inadiável” e ontem, em comunicado, disse esperar que os instrumentos que são necessários, “como o Orçamento do Estado, sejam aprovados para que o país possa entrar, com a celeridade possível, no caminho do progresso”.

O EX-ALUNO DE MARCELO Marcelo Rebelo de Sousa foi mais contido e limitou-se a desejar as “maiores felicidades” a António Costa, lembrando que o primeiro-ministro indigitado foi seu “antigo aluno” na Faculdade de Direito de Lisboa. “É bom que corra bem este governo, para que corra bem a Portugal.” 

Henrique Neto foi o único candidato a colocar em causa a decisão do Presidente. O militante socialista gostaria que Cavaco tivesse “esgotado todas as hipóteses de haver um acordo que desse garantias de continuidade”. Com esta decisão, Neto acredita que “os problemas vão sobrar para o próximo Presidente da República” e assegura que, se não tiver “garantias claras” de que há condições para que este governo cumpra os quatro anos da legislatura, devolverá “a decisão sobre o imbróglio criado ao povo soberano, em novas eleições”. 

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