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O que um livro pode. Guias ilustrados para a infância
Yara Kono A ilustradora explica que apesar de ter em conta o público-alvo, “as ilustrações serem para crianças ou para adultos não limita” o seu trabalho. Yara Kono refere que a ideia “é fazer algo que dê gozo ao autor e ao público”. E, acrescenta, “não há que infantilizar”. Para a ilustradora, é necessário seguir o tema, mas “o processo criativo é basicamente o mesmo”. Depois, “no final, cada pessoa faz uma leitura diferente”. Recorda que numa imagem “foram apenas as crianças que identificaram uma mulher que estava grávida, algo que para os adultos passou despercebido”.

O que um livro pode. Guias ilustrados para a infância

Augusto Freitas de Sousa 20/11/2015 20:54

Três dias dedicados à literatura infantil. A exposição Rodapé, inaugurada hoje, é um dos destaques.

Um passeio ilustrado pela infância é mais do que as três imagens expostas por cada um dos 15 ilustradores em Rodapé. É um panorama, ainda que reduzido, que pretende mostrar o que fazem os ilustradores nos livros para crianças.

A exposição está inserida nos “Encontros dedicados à edição de livros para crianças”, que englobam feiras de edições, conferências, lançamentos de livros, conversas e ateliês. 

O curador da exposição, Pedro Vieira Moura, explica que a exposição abrange “um universo reduzido” e “não pretende fazer um balanço da ilustração em Portugal”, mas uma escolha de circunstância que tem a ver com o universo dos livros para crianças. De resto, como confirma o responsável, a mostra expõe processos de trabalho, as relações dos ilustradores com os autores – quando elas existem –, “picture books” e um pouco de tudo o que se faz nesta área. 

Nestes encontros, que acontecem há cinco anos, a ideia foi apresentar imagens de ilustrações, mas que surjam associadas aos livros dos quais fizeram parte – não tanto apenas as imagens artísticas isoladas, que Pedro Vieira Moura acrescenta que “não deixaram de o ser”, mas a apresentação em conjunto. 

O curador explica ainda que a exposição está feita de forma a ser vista por crianças, uma vez que as molduras estão a 1,10 metros do chão. No mesmo espaço há uma zona denominada Arquipélago do Faz Tu, onde vão estar objectos que permitem construir postais, colagens e outras representações artísticas, como uma forma de promover o processo de criação. Os visitantes são convidados a interagir.

Pedro Vieira Moura conclui que a ideia é educar as crianças e “seduzir ou mesmo formar os pais”.

Até domingo no número 6 da Rua das Gaivotas, em Lisboa. 
Programação em oqueumlivropode.tumblr.com

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