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Battlefront. Luke Skywalker e Darth Vader estão a jogar em nossa casa
Disparar uns lasers pelas paisagens de Hoth ou Tatooine, pilotar X-Wings, ser um Jedi com a Força numa mão e um sabre de luz noutra ou vestir o fato de Darth Vader porque podemos

Battlefront. Luke Skywalker e Darth Vader estão a jogar em nossa casa

Disparar uns lasers pelas paisagens de Hoth ou Tatooine, pilotar X-Wings, ser um Jedi com a Força numa mão e um sabre de luz noutra ou vestir o fato de Darth Vader porque podemos Tiago Pereira 19/11/2015 17:41

Menos de um mês antes da estreia do episódio VII de “StarWars”, é lançado hoje o novo jogo desta saga que opõe rebeldes ao Império.

Tempos houve em que os melhores jogos de vídeo sobre “A Guerra das Estrelas” eram os da Nintendo, fossem em 8 ou 16 bits. Nesse passado sombrio e de tão graciosa memória (pedimos desculpa pela lamechice nostálgica, mas enfim), os jogos resultavam bem porque, esticando a corda às limitações gráficas de então, o objectivo passava por percorrer todos os passos das narrativas dos três filmes – sim, nessa altura “A Guerra das Estrelas” era apenas uma trilogia.

Naturalmente que se isso acontecesse, agora seria uma desilusão. Ninguém quer reviver nada nas consolas de hoje, que permitem fazer quase tudo. Mas o que na verdade também ninguém esperava era a mistura das duas coisas desta maneira. Bom, talvez muitos esperassem, até porque “The Force Awakens” estreia-se daqui a menos de um mês (17 de Dezembro) e nesta indústria não há acasos. 

E “desta maneira” quer dizer com tanta pontaria. Claro que o jogo vai agradar de diferentes maneiras a públicos distintos. O fã d’“A Guerra das Estrelas” vai gostar de tudo, vai perder horas entre naves e planetas, vai experimentar todas as personagens disponíveis. Já o jogador mais habituado a este tipo de aventuras, de tiros e bombas com a possibilidade de jogar em rede com o mundo inteiro, talvez esse prefira continuar a explorar tudo o que “Fallout 4” tem para oferecer.

Assim sendo, concentremo-nos no primeiro grupo, feito de gente que conta os dias até usar o bilhete de cinema que, naturalmente, já comprou. Para esses, “Battlefront” continua o que o primeiro capítulo da saga começou em 2004: uma aventura na primeira pessoa, em cenários como os planetas Hoth, Tatooine ou a lua de Endor, tudo moradas familiares.

Há diferentes modos de jogo. O Walker Assault é o mais complexo e denso, que mistura acção com sentido de narrativa; Survival é o que é, sobreviver a uma interminável carga de stormtroopers ou dróides, tudo em equipa, recolhendo objectos e power ups num trabalho feito em equipa (multiplayer é aqui uma palavra-chave); ou o Heroes vs. Villains, os bons contra os maus ou ao contrário. 

Óptima oportunidade para dizer que em “Battlefront” podemos ser Luke Skywalker, a usar o sabre de luz e a Força, mas também Bobba Fett, HanSolo ou Darth Vader – uma maravilha. Há missões à espera que as completemos a pé, no meio de lasers iguais a tudo o que vemos no cinema, mas existe também a possibilidade de conduzirmos quase tudo o que é veículos da saga. Pilotar um X-Wing? Claro. Acelerar numa daquelas motas futuristas pelo meio das árvores da lua de Endor? Naturalmente. Quer isto dizer que é um jogo perfeito e assim? Não, nada disso, está cheio de falhas que os sites da especialidade têm vindo a explorar como deve ser. Mas, feitas as contas, é a experiência mais próxima que podemos ter de uma aventura entre rebeldes e o Império, e isso é um enorme privilégio.

Battlefront
para PS4, XONE e PC (EA; Dice)
Preço: 59,99€

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