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O que precisa de saber sobre a vespa asiática
É  durante a noite que os apicultores eliminam os vespeiros

O que precisa de saber sobre a vespa asiática

É durante a noite que os apicultores eliminam os vespeiros Estela Silva/Lusa Melissa Lopes 18/11/2015 11:58

Chegou à Europa em 2004 e é no Verão e Outono que se dá o crescimento exponencial da sua colónia.

O que é?
A Vespa velutina é uma espécie de origem asiática e predadora da abelha europeia (Apis mellifera). É das maiores vespas do mundo: as rainhas chegam aos 3,5 centímetros de comprimento. Uma vespa comum tem 2,5 centímetros, e uma abelha 1,5 centímetros.

Imagem de marca
É chamada vespa de patas amarelas, sendo esta a sua característica mais visível, além de uma mancha amarela no corpo. Vive no norte da Índia (Darjeeling, Sikkim), Butão, China e nas montanhas de Sumatra e Sulawesi (Indonésia). 

Onde está?
Chegou à Europa em 2004, pensa-se que através de encomendas com cerâmica chinesa que desembarcaram no porto de Bordéus, em França. A presença foi confirmada em Espanha em 2010, em Portugal e na Bélgica em 2011 e em Itália no final de 2012. 

Expansão
Foi sinalizada em 2005, quando foram detectados três vespeiros na região francesa da Aquitânia. Hoje são mais de dois mil por ano. Neste momento há ninhos um pouco por toda a França, no norte de Espanha e no norte de Portugal. O concelho mais afectado no país é Viana do Castelo, onde foram sinalizados 1098 ninhos desde 2012.

Riscos
O principal é a predação das abelhas. Além do ataque directo, a presença desta vespa diminuiu a actividade das abelhas e enfraquece-as, o que diminui a produção de mel e produtos relacionados, mas também põe em causa a polinização. Pode também picar as pessoas e, sendo um pouco maior, pode causar mais danos – mas não é considerada mais perigosa para seres humanos que a vespa europeia.

Ninhos
Podem conter até 2200 vespas e 150 fundadoras que, caso não forem destruídas, no ano seguinte podem vir a criar pelo menos seis ninhos. 

Pico de actividade
É no Verão e Outono que se dá o crescimento exponencial da colónia e, consequentemente, há mais ataques a apiários da abelha europeia. 

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