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Dérbi. Cinco bolas à barra mais um golo de Libânio
Antes do dérbi, os 16 jogadores posam. Libânio está agachado, o mais à esquerda possível

Dérbi. Cinco bolas à barra mais um golo de Libânio

Antes do dérbi, os 16 jogadores posam. Libânio está agachado, o mais à esquerda possível D.R. Rui Miguel Tovar 17/11/2015 19:45

Com o calor à flor da pele, em Março de 1976, Sporting e Benfica decidem 16 avos da Taça no prolongamento

É a notícia do dia: a RTP 1 anuncia a transmissão em directo do Real Madrid-Varese para 1 de Abril. O quê? Oh yeah, não é mentira nenhuma: a final da Taça dos Campeões Europeus de basquetebol será vista por cá. A breve do “Diário de Lisboa” acaba assim: “Esperamos que o comentador esteja à altura do confronto italo-espanhol de primeiro nível” (ganharia o Varese por 81-74).

Excepção feita a esse acontecimento, o fim-de-semana é uma pasmaceira que só visto. Interrompe-se o campeonato, com o Benfica à frente do Boavista de Pedroto com quatro pontos de avanço (Sporting em 3.o, a oito do líder, e FC Porto em 6.o, a dez), joga-se a Taça.

Dezasseis-avos-de-final, 28 de Março. Das 32 equipas em prova só 16 marcam.  E só há dois jogos com golos de um lado e do outro. A saber: Leixões-União Tomar 2-2, Estoril-Farense 4-1. Um dos casos de monólogo acontece nas Antas com o bis de Fernando Gomes em 190 segundos ao Sp. Braga (2-0). Em Alvalade também há a ocorrência desse fenómeno. E com direito a prolongamento.

Sob intensa canícula, o dérbi começa às 15h00. Alvalade está à pinha, com 60 mil espectadores a deixar a bonita receita de 2 milhões e tal de contos nas bilheteiras. O Benfica respira saúde, tão-só a nível nacional. Lá fora, para a Taça dos Campeões, o onze de Mário Wilson até dera boas indicações com o Bayern, nos quartos-de-final: 0-0 na Luz e 0-0 em Munique aos 45’. Na segunda parte, bis de Dürnberger, outro de Müller e, voilà, 5-1. Quem paga as favas é o Sp. Braga: 7-1 na Luz, com três de Nené.

O Sporting anda assim-assim. Aquele 3-3 em Alvalade com o Académico, como capitão Damas a ser vaiado pelos seus adeptos antes de pedir a substituição aos 29 minutos. Entra Matos, que seria o guarda-redes de Juca no Restelo (1-0 para o Belenenses) e também o da Taça com o Benfica. Seja como for, Matos é só mais um com o slogan na ponta da língua: esforço, devoção, dedicação e glória. No lento pé-de-bola de Alvalade, o 0-0 é mais teimoso que nunca – como aliás já o fora em Dezembro, na Luz, para o campeonato, embora o lateral leoninoDa Costa tenha falhado um penálti pouco depois de Jorge Jesus ter substituído Manuel Fernandes.

Prolongamento, vamos lá. Juca saca o ilustre (moçambicano) desconhecido Libânio e sai-lhe a sorte grande. É ele que desfaz o nulo aos 115 minutos, com um remate de raiva. José Henrique nem a vê. E oSporting, que já atirara quatro bolas à trave (contra uma do rival) passa aos oitavos. O Benfica tem de se contentar com o bicampeonato e sela a conquista com um 3-0 em Alvalade.

Até sábado, uma história por dia sobre os dérbis da Taça em Alvalade.

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