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Coimbra procura idosos para investigar limites da memória
Para testar a eficácia do programa, os investigadores querem propor aos voluntários tarefas com diferentes graus de dificuldade

Coimbra procura idosos para investigar limites da memória

Para testar a eficácia do programa, os investigadores querem propor aos voluntários tarefas com diferentes graus de dificuldade António Pedro Santos Kátia Catulo 16/11/2015 22:13

Melhorar a memória no envelhecimento é o objectivo do programa.

Se tem mais de 60 anos, é saudável e quer contribuir para o avanço da ciência, é o candidato ideal para os investigadores de Coimbra. São precisos voluntários dispostos a participar no projecto “+ Memória”. Uma equipa de duas dezenas de especialistas da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação está a desenvolver um estudo que visa avaliar a melhoria da capacidade de memória no envelhecimento.

Em projectos anteriores, os investigadores do Centro de Investigação do Núcleo de Estudos e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC)desenvolveram de raiz um programa de treino cognitivo e aplicaram-no em idosos com doença de Alzheimer ainda na fase inicial. Este programa, dizem os investigadores, já se mostrou “bastante eficaz” e é constituído por exercícios de treino das “capacidades mnésicas” baseados em técnicas testadas quanto à sua eficácia (aprendizagem sem erros, recuperação espaçada, eliminação de pistas, entre outros).

Agora a equipa da Universidade de Coimbra quer experimentar um programa semelhante em idosos saudáveis, com o objectivo de testar os resultados na prevenção do declínio da memória, típico do envelhecimento normal: o projecto “+Memória”. Os voluntários teriam de participar em 15 sessões presenciais, que vão decorrer de segunda a sexta--feira na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação.

Segundo Ana Rita Martins e Lénia Amaral, investigadoras do projecto, o programa de estimulação de memória de-senvolvido no âmbito da pesquisa, financiada pela Fundação Bial e pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), consiste “num conjunto de tarefas com diferentes níveis de dificuldade, entre as quais associação de faces e nomes, aprendizagem e evocação de listas de palavras, como por exemplo lista de compras ou visualização de cenários complexos (paisagens).

O plano, que inclui ainda “a estimulação directa do cérebro”, fornece estratégias que vão ajudar mais tarde a melhorar a capacidade mnésica dos idosos, explicam as investigadoras. Ou seja, o objectivo é treinar a memória de forma a melhorar o desempenho diário dos participantes e prevenir o declínio, promovendo um envelhecimento saudável”, realçam Ana Rita Martins e Lénia Amaral.

Os voluntários podem inscrever-se através do telefone 239 247418 ou do endereço electrónico maismemoria@fpce.uc.pt.

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