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Economista Pedro Arroja diz que não queria nenhuma das “esganiçadas” do BE em casa “nem dada”
“Aqui entre nós que ninguém nos ouve, já tenho pensado: eu não queria nenhuma daquelas mulheres nem dada"

Economista Pedro Arroja diz que não queria nenhuma das “esganiçadas” do BE em casa “nem dada”

“Aqui entre nós que ninguém nos ouve, já tenho pensado: eu não queria nenhuma daquelas mulheres nem dada" Porto Canal Cláudia Sobral 11/11/2015 16:49

Declarações do economista portuense no Porto Canal no dia em que caiu o governo estão a causar polémica.

O economista Pedro Arroja referiu-se esta terça-feira à noite no seu comentário no Porto Canal às mulheres do Bloco de Esquerda como “esganiçadas”, depois de ter dito que um governo apoiado pelos partidos à esquerda do PS só vai “trazer divisão” ao país porque, segundo diz, “um partido visa partir a comunidade” e “os partidos socialistas partem pela divisão, pela luta”.

Depois de uma explicação sobre a simbologia do PS e do PCP, em que sublinhou que “quem levanta um punho cerrado não é para fazer festinhas”, falou no Bloco de Esquerda como “o mais radical de todos”, acrescentado que “quanto mais à esquerda, maior a agressividade” e nas “meninas do Bloco de Esquerda” como “aquelas esganiçadas sempre contra alguém ou contra alguma coisa”.

“Aqui entre nós que ninguém nos ouve, já tenho pensado: eu não queria nenhuma daquelas mulheres nem dada. Nem dada!”, afirmou. “Porquê? Porque eu não conseguiria com elas, com uma delas, com uma mulher assim, construir uma comunidade ou uma família. Elas estão sempre contra alguém ou contra alguma coisa e lá em casa só havia dois tipos de pessoas, ou os filhos ou o marido. Todos os dias no parlamento, à noite com o marido: ‘Porque tu é que tens a culpa disto!’”

A jornalista que moderava o comentário ainda contrapôs, dizendo que “elas em casa não são oposição”, mas Pedro Arroja respondeu que se tornariam. “Com o tempo elas iam pôr-me fora de casa. E eu saía. E eu consigo imaginar o sentimento de alívio que sentiria nesse dia por me ver livre delas.”

“O Bloco de Esquerda é especialista nas causas fracturantes. Mas fractura o quê? Fractura a comunidade, divide. O aborto, o casamento gay, a adopção de casais homossexuais… Divide!”, acrescentou ainda o economista, que é docente no Instituto Superior de Estudos Financeiros e Fiscais. “Se esta aliança de esquerda for governo, vai contribuir para fracturar numa altura em que nós precisávamos era de unidade. Vai dividir, vai por os portugueses ainda mais uns contra os outros.”

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