13/11/18
 
 
Condomínio. Aprenda a reduzir a sua factura

Condomínio. Aprenda a reduzir a sua factura

Sónia Peres Pinto 09/11/2015 18:34

Contratar uma empresa de administração de condomínio pode ser um risco. Queixas aumentaram nos primeiros nove meses do ano.

Vizinhos que não pagam as quotas, barulho que incomoda até de madrugada e infiltrações que se arrastam desde o andar de cima e corroem as paredes cuja reparação ninguém sabe a quem cobrar: são algumas das queixas mais frequentes entre os cinco mil telefonemas e emails de condóminos que chegaram à Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor (DECO) nos primeiros meses deste ano.

Apesar de não haver soluções milagrosas, viver em condomínio não tem de ser um martírio. Há algumas opções que podem facilitar a convivência. Contratar uma empresa poderá ser uma alternativa. Mas deve ter cuidados redobrados no momento da selecção. De acordo com a associação, só no ano passado deram entrada no Instituto da Construção e do Imobiliário (InCI) 630 queixas referentes a más práticas de empresas de administração de condomínio e, até ao Verão deste ano, outras 377 reclamações já tinham sido adicionadas a esta lista. “A má notícia é que nada protege os clientes insatisfeitos, pois até à data não foi criada qualquer entidade reguladora para este mercado, nem tão-pouco qualquer legislação que controle o acesso à profissão”, alerta a DECO.

A falta de manutenção dos edifícios, contas que não são prestadas aos condóminos ou que não batem certo com os documentos apresentados, incompetência na regularização de questões administrativas do edifício e incumprimento de prazos na marcação de assembleias-gerais são, de acordo com a associação, algumas das queixas mais frequentes contra estas empresas. Mas nem tudo são más notícias. Há casos em que a escolha recaiu bem e “a contratação deste tipo de empresas resolveu na perfeição a falta de disponibilidade dos proprietários para assumirem a gestão das contas do prédio”, acrescenta a associação.

O certo é que a gestão e a administração de um condomínio são muito semelhantes à gestão de uma pequena empresa e, com a aproximação do mês de Janeiro, começam a planear-se os temas para discutir na assembleia de condóminos: eleger a nova administração, aprovar as contas, planificar o orçamento para o novo ano. Todos os euros contam, desde o contrato do elevador, passando pela escolha da conta bancária, até ao seguro multirriscos mais adequado, uma vez que todas as decisões pesam no orçamento. Geri-lo da forma mais eficiente pode representar uma verdadeira poupança mensal.

Fazer uma boa selecção torna-se imperativo principalmente numa altura em que os orçamentos familiares estão cada vez mais asfixiados. A fórmula é simples: o ideal é reduzir os encargos tanto quanto possível para que a quotização a pagar por cada morador reflicta esse esforço de poupança e permita antecipar despesas extraordinárias. É o caso, por exemplo, de custos judiciais, caso o prédio tenha de mover uma acção contra o construtor do edifício ou contra um condómino que se recuse a pagar a sua mensalidade. Há ainda o fundo comum de reserva, que a lei impõe e serve para financiar obras de manutenção.

Truques Na maior parte dos casos é criado um fundo para o condomínio fazer face às mais variadas despesas. Nestas situações é necessário escolher uma conta à ordem. Mas também aqui deve ter cuidados redobrados, uma vez que optar pela conta errada pode fazer o condomínio perder mais de 100 euros anuais em custos bancários.

Também a conta-poupança-condomínio nem sempre é a melhor solução: não apresenta benefícios fiscais e tem remunerações baixas. Além disso, não se esqueça que, por lei, o dinheiro aplicado nestes produtos só pode ser mobilizado para fazer obras nas partes comuns dos prédios. E nem tudo pode ser feito – só o que implica trabalhos de manutenção, de emergência ou de beneficiação. Por isso mesmo, se não é previsível que o edifício venha a ser sujeito a qualquer obra nos tempos mais próximos, é preferível levantar todo o capital e reinvesti-lo num produto mais rentável.

Trocar o seguro individual por uma apólice para todo o condomínio poderá representar uma verdadeira poupança na factura. Mas a verdade é que o prémio pode ser sujeito a descontos ou agravamentos em função das características do imóvel, dos meios de prevenção e protecção ou da sinistralidade. E a maioria das seguradoras aumenta o preço à medida que a idade do imóvel avança.

Mas não se esqueça que o seguro multirriscos-condomínio contempla apenas as paredes, ou seja, cada morador deve subscrever uma apólice individual para proteger o recheio da sua fracção.

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×