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Bancos portugueses cumpriram metas de capital

Bancos portugueses cumpriram metas de capital

11/07/2012 14:37

A Autoridade Bancária Europeia (EBA em inglês) disse hoje que os grupos bancários portugueses cumpriram as metas em termos de capital exigidas para o final de junho, confirmando informações das Finanças e do Banco de Portugal.

A EBA publicou hoje um relatório preliminar sobre o reforço de capitais exigidos aos grupos bancários que tinham de atingir, até final de junho de 2012, um rácio ‘core tier 1’ (a medida mais eficaz de avaliar a solvabilidade de um banco) de 9 por cento, tendo em conta a exposição à dívida soberana detida a 30 de Setembro de 2011.

Segundo a EBA, “as operações de recapitalização de três grupos bancários portugueses [Caixa Geral de Depósitos, BCP e BPI] foram concluídas” após a publicação da portaria do Ministério das Finanças, que regulava a injeção de capital do Estado nos bancos através de instrumentos a subscrever pelo Estado.

“Com estes aumentos de capital, os grupos bancários mencionados cumpriram a recomendação da EBA e os requisitos de capital ‘core tier 1”, afirma entidade.

No caso do BCP, o Estado subscreveu 3 mil milhões de euros de instrumentos híbridos convertíveis (designados 'CoCos'), estando também em curso um aumento de capital de 500 milhões de euros que deverá estar concluído ao final de setembro de 2012.

No BPI, o Estado subscreveu 1,5 mil milhões de euros de 'CoCos', sendo que o banco liderado por Fernando Ulrich irá reforçar o capital em 200 milhões de euros (também até ao fim do mês de setembro), de forma a recomprar essa mesma quantia ao Estado, pelo que ficará com 1,3 mil milhões de euros em obrigações convertíveis.

Quanto à CGD, o Estado subscreveu 900 milhões de euros em 'CoCos' e, enquanto acionista único do banco público, fez um aumento de capital de 750 milhões de euros.

Além dos três grupos bancários referidos, cujo cumprimento das metas de capital já era conhecida também a Espirito Santo Financial Group, a ‘holding’ que detém o BES, é avaliada pela EBA, tendo esta conseguido aumentar os rácios de capital com recurso a aumentos de capital de privados, sem recorrer ao Estado.

No final de junho, o Ministério das Finanças já tinha informado que as operações de injeção de capital no BCP, no BPI e na CGD já tinham sido finalizadas.

"As instituições de crédito portuguesas encontram-se agora entre os bancos melhor capitalizados da Europa", lia-se no comunicado.

Também o Banco de Portugal afirmou que os bancos CGD, BCP, BPI e a ‘holding’ do BES aumentaram os seus fundos próprios em 7,4 mil milhões de euros, cumprindo assim agora os rácios de capital exigidos pelos reguladores.

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