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Deve a águia voar no Estádio da Luz? PAN responde

Deve a águia voar no Estádio da Luz? PAN responde

Shutterstock Sofia Martins Santos 04/11/2015 17:43

O PAN  tem sido um dos partidos mais comentados, desde que conseguiu eleger um deputado por Lisboa. E, uma das posições assumidas pelo PAN, foi a de serem contra a utilização de animais para entretenimento.

Questionado pelo i sobre a situação da águia Vitória, mascote do Benfica, que costuma sobrevoar o Estádio da Luz, em Lisboa, sempre que a equipa joga em casa, André Silva deixa claro que não constitui uma excepção à regra e que, por isso, o partido é contra a sua utilização para entretenimento.

“O PAN não se revê na domesticação de animais selvagens, pois são afastados do seu habitat, ficam impedidos de expressar o seu comportamento natural e de interagir com outros animais que integram o seu próprio ecossistema”, começa por explicar o deputado do partido.

“O PAN defende a não utilização de animais para entretenimento. Os animais que são hoje utilizados para fins lúdicos, não estão em condições de sobreviver na natureza, nem o país tem ainda políticas que assegurem o acolhimento ou encaminhamento desses animais para refúgios ou centros de recuperação de vida selvagem, por isso, estas transições devem ser feitas com alguma ponderação. Da nossa parte e, porque acreditamos que o ser humano tem responsabilidade sobre estes animais, o caminho passa pela criação de condições apropriadas para acolher estes animais”, sublinha.

Uma outra medida defendida pelo PAN desde o início é a abolição dos espectáculos com sofrimento ou morte de animais, nomeadamente, touradas, circos ou até caça desportiva.

“Acompanhando a evolução civilizacional e ética que acredito que Portugal exige, iremos sempre mostrar a nossa total rejeição em relação à existência das touradas e eventos semelhantes. Os portugueses têm o direito cultural de se divertirem, mas não à custa de sofrimento e morte de animais. Não havendo legislação que proíba as touradas, urge um trabalho cada vez maior de sensibilização da sociedade, trabalho que o PAN tem tomado como prioritário”, defende André Silva.

Até porque, como sublinha, em questão estão aspectos económicos que deveriam envolver todos os portugueses. “É importante que os portugueses saibam também que, para além da questão cultural, a actividade tauromáquica tem impactos financeiros brutais, num momento em que tanto se debatem as opções económicas mais viáveis e sustentáveis para o país”, sublinha o porta-voz e deputado do PAN.

Recorde-se que recentemente o Parlamento Europeu aprovou o fim dos subsídios para as touradas, com propostas que pediam o fim das subvenções comunitárias a serem aprovadas por maioria. “A tauromaquia portuguesa também é financiada indirectamente por fundos europeus. O IFAP, Instituto de Financiamento de Agricultura e Pescas, atribui anualmente subsídios no valor de 10 milhões de euros às empresas e membros das famílias da tauromaquia. É-lhes atribuído este valor porque têm uma actividade de ganadaria que pode ter cabeças de gado para fins alimentares e também tauromáquicos.

Ao receberem subsídios por cabeça de gado, indiscriminadamente, são financiados e ajudados indirectamente na criação de touros de lide”, explica, acrescentando: “Ao nível dos municípios, os valores são incomensuráveis, mas não estão calculados nem sistematizados. Trata-se de subsídios atribuídos pelas Câmaras Municipais a grupos de forcados, grupos tauromáquicos, tertúlias tauromáquicas, escolas privadas de toureio, compra de bilhetes para corridas, aquisição de edições, recuperação de praças de touros, manutenção de praças de touros, pagamento de policiamento corridas, pagamento de divulgação e publicidade (cartazes, imprensa, eventos e outros)”.

Para André Silva, um exemplo da utilização de fundos para a manutenção de praças de touros é o de Estremoz. “A recuperação da Praça de Touros de Estremoz, por exemplo, teve um investimento de cerca de 2 milhões de euros e foi co-financiada em 85% por fundos comunitários através do programa in Alentejo. A utilização de fundos europeus para a reabilitação desta praça de touros é irregular pois contraria as normas europeias, nomeadamente nas suas disposições relativas ao bem-estar animal”, salienta.

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