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Tapeçarias de Portalegre candidatas a Património da Humanidade

Tapeçarias de Portalegre candidatas a Património da Humanidade

Shutterstock Jornal i 28/10/2015 15:44

As Tapeçarias de Portalegre vão ser candidatadas, em 2017, a Património Mundial, pela UNESCO, revelou hoje à agência Lusa a presidente do município, justificando que se trata de uma arte “reconhecida em todo o mundo.

A candidatura vai ser elaborada pela Câmara Municipal de Portalegre, Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e pela Manufactura de Tapeçarias de Portalegre.

“Já iniciámos o processo, pois queremos ter o dossiê da candidatura concluído dentro de um ano para o apresentarmos, em 2017, à UNESCO” (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), adiantou a presidente do município, Adelaide Teixeira.

A Manufactura de Tapeçarias de Portalegre é um dos últimos centros de produção artística contemporânea de tapeçaria mural do mundo.

Nos últimos 60 anos, trabalhou com mais de 200 artistas portugueses e estrangeiros, como Almada Negreiros, Vieira da Silva, Júlio Pomar, Burle Marx, Lourdes Castro, Álvaro Siza, Rigo, Le Corbusier, Carlos Botelho, Munari, Cruzeiro Seixas e Joana Vasconcelos.

Observando que o dossiê da candidatura "está numa fase prematura", a autarca reconheceu que “há muito ainda por alinhavar” em diversos áreas, como a definição da categoria a que as Tapeçarias de Portalegre vão ser candidatadas.

“Nós queremos que o processo de elaboração da candidatura seja concluído o mais rapidamente possível. É essencial para nós e para a própria sustentabilidade das manufacturas que se preserve este saber fazer, todo o processo que está por de trás destes trabalhos, uma vez que há cada vez menos pessoas a aprender esta arte”, disse.

A presidente do município de Portalegre lamentou que existam actualmente “poucas pessoas” a aprender o ofício, que consome “muito tempo” de aprendizagem, temendo, por isso, que este “saber fazer" se possa “extinguir”.

Segundo Adelaide Teixeira, a candidatura vai ter Paulo Lima como coordenador técnico, um especialista responsável por outros processos idênticos, como o do cante alentejano, Festas do Povo de Campo Maior ou da Arte Chocalheira.
Lusa

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