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Nunca foi fácil mas está cada vez mais difícil
O Benfica somou três derrotas nos encontros contra FC Porto e Sporting e não conseguiu marcar qualquer golo

Nunca foi fácil mas está cada vez mais difícil

O Benfica somou três derrotas nos encontros contra FC Porto e Sporting e não conseguiu marcar qualquer golo Rui Pedro Silva 27/10/2015 16:55

Rui Vitória soma cinco derrotas em 12 jogos e margem de erro está menor. O discurso ressente-se da fase delicada.

A herança era pesada desde o primeiro dia. Jorge Jesus tinha catapultado o Benfica para uma nova dimensão nacional e europeia e a sucessão seria sempre complicada. Rui Vitória surgiu como opção perfeita para trazer um novo paradigma, com aposta na formação e redução do orçamento, mas com dois meses e meio de temporada oficial, o cenário gera preocupação e a margem de erro está cada vez menor.

O Benfica somou três derrotas nos encontros contra FC Porto e Sporting e não conseguiu marcar qualquer golo. No campeonato, com um jogo a menos, está a oito pontos dos leões. A Supertaça foi perdida para o rival e na Taça há mais um desafio escaldante a caminho, com a deslocação a Alvalade. Sobra a Liga dos Campeões, com seis pontos em três jornadas e com perspectivas animadoras de poder alcançar os oitavos-de--final da competição milionária.

A pressão é grande e o discurso de Rui Vitória tem demonstrado uma tendência de disco riscado, carregando sucessivamente na tecla do “se isto fosse fácil” que inaugurou após a derrota com o Sporting na estreia oficial, na Supertaça. “Se calhar, se fosse fácil não seria para mim. Por isso vamos continuar o nosso caminho, sabendo que temos de melhorar. Mas isso teríamos sempre”, afirmou.

O segundo take surgiu com a segunda derrota oficial, a primeira do campeonato. Os encarnados perderam emAveiro com o Arouca e o treinador lamentou a falta de eficácia, repetindo o tipo de discurso. “O futebol é assim, o nosso caminho vai continuar. Se isto fosse fácil, seria para outros treinadores e para outros jogadores”, assumiu.

A reacção à derrota com o Arouca foi positiva. O Benfica fez dois jogos consecutivos em casa para o campeonato e venceu ambos, com 3-2 ao Moreirense e 6-0 ao Belenenses. Foi nessa altura que chegou a estreia na Liga dos Campeões, na Luz, com o Astana.

Na antevisão, o objectivo de atingir os oitavos-de-final foi remetido para a frase habitual: “Pensamos jogo a jogo, mas também queremos passar a fase de grupos. Sabemos que não vai ser fácil, mas se fosse fácil não era para nós, para este grupo de jogadores e treinadores.”

A derrota com o Sporting no domingo marcou o quarto episódio deste modelo de discurso. “Acima de tudo é perceber o que não esteve tão bem e rectificar. Mas estas coisas são para campeões. Se fosse fácil, não seria para nós. É para campeões, e os campeões têm de dar respostas nestas alturas.”

É isso que Rui Vitória tem de fazer, dar uma resposta clara em campo. Caso contrário, corre o perigo de ser preterido por alguém que acredite que as coisas sejam fáceis e assim as faça parecer.

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