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Berlusconi. O milionário mulherengo que esteve uma década no poder
A televisão acabaria por ser determinante na construção da imagem de “Berlusconi, o todo-poderoso”

Berlusconi. O milionário mulherengo que esteve uma década no poder

A televisão acabaria por ser determinante na construção da imagem de “Berlusconi, o todo-poderoso” Shutterstock Melissa Lopes 22/10/2015 09:30

É dono de três canais de televisão e do AC Milan e esteve dez anos na cadeira do poder. 

Berlusconi carrega aos ombros, não só os 79 anos de vida, mas também o peso de uma vida descrita pelo autor da biografia como “excessiva”. A figura que foi, e ainda é, leva a que seja hoje em dia um homem simultaneamente amado e odiado. 

Filho de um bancário, Silvio Berlusconi nasceu a 29 de Setembro de 1936. O seu primeiro emprego foi como assistente em barcos de cruzeiro. É aí que começa a impor-se, puxando da sua capacidade de comunicação, a cantar e a contar piadas. Mais tarde, e depois de se ter formado em Direito, atira-se para o mundo dos negócios. E é justamente nesta fase que começa a ascensão de Berlusconi, caracterizada pelas suspeitas sobre a origem da fortuna da família, a maior de Itália durante mais de dez anos. 

A televisão acabaria por ser determinante na construção da imagem de “Berlusconi, o todo-poderoso”. A holding da família Berlusconi, Fininvest, detém três canais de televisão, jornais, a editora Mondadori e ainda o clube de futebol AC Milan. Para conquistar as massas, nos anos 80, os seus canais popularizam-se pelos programas onde surgiam mulheres seminuas.

A política surge em 1994. Em poucas semanas, Berlusconi organizou o Força Itália e venceu as eleições. Abandonado pelos aliados, o governo afunda--se ao fim de sete meses. Em 2001 volta ao poder, onde fica até Abril de 2006, um recorde na Itália do pós-guerra. Desgastado pelos cinco anos de governação, foi derrotado por muito pouco nas eleições seguintes, mas consegue dar a volta por cima dois anos depois, assumindo o controlo do país pela terceira vez.

Em Novembro de 2011, perante uma grande desaprovação política, Berlusconi teve de ceder o lugar ao economista Mario Monti. O país encontrava-se numa grave crise financeira. Entretanto, os escândalos financeiros e sexuais que envolviam o magnata começavam a degradar a sua imagem perante os italianos. Em 2012 foi condenado a quatro anos de prisão (pena que foi reduzida para um ano) por fraude fiscal, ligada à transmissão de filmes norte-americanos pela Mediaset, cadeia de televisão que controla e é proprietária da espanhola Telecinco. Berlusconi foi acusado de ter feito um aumento artificial de preço para enganar o fisco e desviar o dinheiro para contas no exterior. 

Um ano depois foi a vez da acusação por alegadamente ter tido sexo com uma modelo menor. Uma sentença que acabaria por ver reduzida, tendo apenas de cumprir pena numa instituição que trata de doentes de Alzheimer.

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