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Angola. Albano Bingobingo suspende greve de fome após marcação de julgamento
Vigília em Lisboa pelos activistas, na semana passada

Angola. Albano Bingobingo suspende greve de fome após marcação de julgamento

Vigília em Lisboa pelos activistas, na semana passada João Relvas/Lusa Jornal i 21/10/2015 17:40

Activista angolano está “gravemente doente” e ainda não recebeu “qualquer assistência médica”.

O activista angolano Albano Bingobingo, um dos 15 jovens acusados de tentativa de golpe de Estado, disse esta quarta-feira à Lusa que suspendeu a greve de fome que começou a 9 de Outubro, face à marcação da data do julgamento.

Em declarações à agência Lusa no interior do Hospital-prisão de São Paulo, em Luanda, Albano Bingobingo, confirmou que terminou a greve de fome na terça-feira, após ter sido marcada a data do julgamento, entre 16 e 20 de Novembro.

O activista iniciou a greve de fome em protesto pelo prolongamento além do prazo da prisão preventiva e, segundo denúncia da família, não recebeu os cuidados médicos necessários.

“Albano Bingobingo foi despido na cela por polícias que o torturaram e o arrastaram depois, nu, para o pátio. Testemunhas relatam que Albano Bingobingo está gravemente doente e que apresenta uma infecção severa numa perna”

O eurodeputado Francisco Assis (PS) questionou esta quarta-feira a Comissão Europeia sobre eventuais diligências para garantir cuidados médicos urgentes a Albano Bingobingo, também conhecido como Albano Liberdade, que, segundo o comunicado, não se consegue manter de pé e “não recebeu até ao momento qualquer assistência médica”.

“Albano Bingobingo foi despido na cela por polícias que o torturaram e o arrastaram depois, nu, para o pátio. Testemunhas relatam que Albano Bingobingo está gravemente doente e que apresenta uma infecção severa numa perna”, acrescentou o comunicado.

Assis alertou assim para outros casos, face ao “quase monopólio do caso de Luaty Beirão nos meios de comunicação social”.

O eurodeputado referia-se ao caso do luso-angolano que está em greve de fome há 31 dias e que anunciou na terça-feira, através do seu advogado, que pretende manter este protesto, apesar de já estar marcada a data do julgamento.

Os 15 suspeitos, detidos a 20 de Junho, têm idades entre os 19 e os 33 anos e são professores, engenheiros, estudantes e um militar, entre outras ocupações.

Em causa está uma operação policial desencadeada a 20 de Junho de 2015, quando 13 jovens activistas angolanos foram detidos em Luanda, em flagrante delito, durante a sexta reunião semanal de um curso formação de activistas, para promover posteriormente a destituição do actual regime, diz a acusação.

Outros dois jovens foram detidos dias depois e permanecem também em prisão preventiva.

Lusa

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