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Diagnóstico de cancro. O mundo está prestes a conhecer a descoberta de Antero e Francisco

Diagnóstico de cancro. O mundo está prestes a conhecer a descoberta de Antero e Francisco

António Pedro Santos Kátia Catulo 21/10/2015 20:30

Investigadores de Coimbra querem patentear o gálio-68, que garantem ser mais eficaz e com um custo dez vezes inferior ao actual.

Antero Abrunhosa e Francisco Alves inventaram um novo meio de diagnosticar o cancro, que garantem ser mais eficaz e ter um custo dez vezes inferior ao actual. Agora os investigadores da Universidade de Coimbra querem exportar a invenção para todo o mundo. O primeiro passo, claro, é registar a patente e o segundo é encontrar uma multinacional com fôlego suficiente para levar o projecto além-fronteiras.

E todas estas etapas estão prestes a ser vencidas. O Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde da Universidade de Coimbra e a IBA (Ion Beam Applications SA), líder mundial no fabrico de ciclotrões, acabam de submeter conjuntamente o pedido de patente internacional para um novo processo de produção de gálio-68, um isótopo usado no diagnóstico do cancro.

O método, desenvolvido ao longo dos últimos dois anos, é um processo de produção de isótopos para marcação de moléculas utilizadas em tomografia de emissão de positrões (PET), essenciais para o diagnóstico de doenças oncológicas. Isto terá impacto será sobretudo no plano económico, já que este meio de diagnóstico “tem um custo dez vezes inferior ao actual, tornando assim o exame acessível a um maior número de doentes e promovendo o uso generalizado deste tipo de exame no diagnóstico de tumores”, explicam os investigadores, ressalvando que a redução de custo poderá ser particularmente benéfica para o SNS, tendo em conta que o actual método “é complexo e dispendioso”.

Os três especialistas destacam ainda a importância da transferência de tecnologia da universidade para as empresas, com benefícios sociais e económicos, porque “a IBA vai comercializar em todo o mundo as soluções criadas a partir desta patente”.

A solução desenvolvida no ICNAS terá “uma escala global”, acreditam os investigadores. No âmbito desta parceria, a multinacional americana e a universidade estabeleceram um protocolo de cooperação, assumindo a empresa “o financiamento de plano de doutoramento de quatro anos para continuar a pesquisa de soluções inovadoras para o diagnóstico e tratamento de doenças oncológicas”, explica a instituição.

O acordo vai ser formalizado amanhã, na Sala do Senado da Universidade de Coimbra, pelo reitor, João Gabriel Silva, e pelo director do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde, Miguel Castelo Branco, e ainda pelo vice-presidente da IBA Bruno Scutnaire.

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