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Costa. "Há um limite para esconder a realidade do país"

Costa. "Há um limite para esconder a realidade do país"

Miguel A. Lopes/Lusa Mariana Araújo 16/10/2015 20:32

António Costa esteve esta noite no Jornal das 8 da TVI para falar sobre as negociações para a formação de um novo governo.

O secretário-geral do PS afirmou na noite desta sexta-feira que as negociações com PCP e Bloco de Esquerda estão "a correr bem", embora seja prematuro dizer que vão acabar bem, salientando que quer um programa de governo para a legislatura.

António Costa assumiu esta posição em entrevista à TVI, durante a qual defendeu que o PS não quer chegar ao governo a qualquer custo e destacou a ideia de que pretende formar um executivo "estável" e não um que tenha uma vida assegurada apenas para "um ano, sem saber o que vai acontecer a seguir".

Na mesma entrevista, Costa fez referência às conversações que teve com o PSD e o CDS-PP dizendo que, a cada reunião, a coligação foi "deixando cair uma surpresa desagradável que se vai tornar pública um dia". Pedro Pinto perguntou por exemplos e o líder do PS apenas disse que não vai ser possível "esconder a realidade", porque "há um limite para se esconder a realidade ao resto do país".

O secretário-geral do PS disse que nem o PS, nem o PCP, nem o BE são "irresponsáveis ao ponto de criar uma situação de ingovernabilidade ao país”. Se o PSD tiver uma solução maioritária é quem tem a legitimidade para governar, acrescentou. “Eu só serei primeiro-ministro se houver uma maioria na assembleia que apoie um governo liderado por mim”.

Ainda assim, deixou claro que é seu "dever contribuir para servir Portugal e os portugueses" e que nunca haverá um governo que ponha em causa os compromissos internacionais".

Apesar disso, “temos encontrado soluções para as exigências” do BE e do PCP e garante que "as medidas adoptadas respeitam as regras orçamentais".

António Costa frisou ainda a ideia de que estas negociações não significam "a conversão de ninguém". “Aquilo que estamos a trabalhar são as medidas prioritárias para a economia portuguesa. Ninguém pediu ao PS, nem ao PCP, que deixasse de ser aquilo que é”. “Houve um passo decisivo que foi dado – ter ficado claro aquilo que são fronteiras intransponíveis”, a questão da zona euro por exemplo.

Pedro Pinto perguntou se António Costa acha que os portugueses teriam votado da mesma maneira se soubessem destas negociações à esquerda – ao que Costa respondeu que sempre disse que a maioria absoluta era a melhor solução, mas que nunca excluiu uma solução à esquerda. “Nunca escondi aos portugueses uma solução com o PCP e o BE”.

Durante a entrevista o secretário-geral do PS disse que falará "sobre as negociações quando elas estiverem concluídas”, recusando-se a “esmiuçar” as medidas que estão em cima da mesa e a falar em números concretos.

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