06/10/2022
 
 
Passos tira tempo a Costa e faz ultimato
Passos deu um murro na mesa e atirou um ultimato ao PS

Passos tira tempo a Costa e faz ultimato

Passos deu um murro na mesa e atirou um ultimato ao PS MÁRIO CRUZ/EPA Ricardo Rego 15/10/2015 10:58

PàF acusa PS de fugir às negociações e pede a Costa que se empenhe num compromisso. PS responde “nim”.

As negociações entre a coligação Portugal à Frente e PS não estão oficialmente fechadas – nenhum partido quer ficar com a responsabilidade de ter fechado a porta ao diálogo pedido por Cavaco Silva – mas a verdade é que as posições extremaram-se ontem. E de que maneira.  

Depois do encontro de terça-feira no Rato, que terminou com sinais evidentes de pré-ruptura, Passos deu um murro na mesa e atirou um ultimato ao PS: ou os socialistas se empenham na construção de um compromisso ou não contam com mais reuniões com a PàF. Carlos César acusou o toque e saiu a terreiro. “O PSD assumirá as suas responsabilidades perante os portugueses se romper com um diálogo que visa a constituição de um governo estável”, atirou o presidente do PS, para depois acusar a coligação de estar em falta com os elementos orçamentais exigidos pel PS no primeiro encontro (dia 9).  

Marco António Costa, porta-voz do PSD veio (tentar) pôr alguma água na fervura. “O PSD está sempre disponível para estabelecer diálogo construtivo, objectivo e efectivo”, clarificou. 

Ao cair da noite, o social-democrata afirmou à Lusa que o PS, nomeadamente Mário Centeno, o homem de Costa com a tutela das Finanças, já recebeu da ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, há dois dias, todos os dados orçamentais disponíveis, e acusou os socialistas de fugirem às negociações. E novamente os socialistas acusaram o toque: “Se Marco António Costa diz que foi dada essa informação ao PS há dois dias, então que a divulgue”, desafiou Ana Catarina Mendes, deputada do PS que integra a comitiva de Costa na ronda das negociações à direita e à esquerda.

O murro na mesa de Passos, que tentou chamar até si, como líder do partido mais votado nas legislativas, a condução do diálogo com vista a um compromisso entre partidos para uma solução de governo “estável e duradouro”, como pediu Cavaco, foi sentido como uma inevitabilidade por um dirigente da coligação. Passos quer acabar com o impasse que se gerou nas duas reuniões entre PSD/CDSe PS, nas quais a coligação percebeu que Costa quer ganhar tempo para ver se consegue algum ganho à esquerda, sem nunca fechar a porta à direita. Passos não ficou por meias palavras: “Já tive duas e não tenciono ter mais reuniões a fazer de conta”, disparou. 
 

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