20/9/18
 
 
Chefe da diplomacia angolana usa Sócrates para explicar prisão de activistas
Activistas estão acusados de preparar um golpe de estado

Chefe da diplomacia angolana usa Sócrates para explicar prisão de activistas

Activistas estão acusados de preparar um golpe de estado Jornal i 15/10/2015 10:54

O chefe da diplomacia angolana, Georges Chikoti, invocou hoje a detenção preventiva do ex-primeiro-ministro português José Sócrates para explicar a situação dos 15 activistas detidos em Luanda desde Junho.

Estão acusados de preparar um golpe de Estado.

O ministro das Relações Exteriores de Angola falava aos jornalistas na Assembleia Nacional, em Luanda, à entrada para a cerimónia oficial de abertura da quarta sessão legislativa da terceira legislatura, que contará com o discurso do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, sobre o estado da nação.

O arranque do novo ano parlamentar acontece numa altura de forte pressão internacional sobre Angola em relação ao caso dos 15 activistas detidos desde 20 de Junho, nomeadamente face à greve de fome que um destes, o ‘rapper' Luaty Beirão, de 33 anos, cumpre há 25 dias.

Em causa está a prisão preventiva aplicada a estes jovens, quando o crime de que estão acusados formalmente pelo Ministério Público desde 16 de Setembro - actos preparatórios para uma rebelião e um atentado contra o Presidente angolano - admite a liberdade condicional, até serem julgados.

"O caso de Portugal, onde o [ex-] primeiro-ministro [José] Sócrates está há nove meses em prisão preventiva [entretanto passou a prisão domiciliária] também. Então, este é um recurso ou é uma previsão da lei? A lei prevê que enquanto se quer investigar muito mais um caso, pode-se durar. Depois vai haver o momento da condenação", afirmou o ministro Georges Chikoti.

Recusou ainda que o Governo angolano esteja a ser pressionado internacionalmente sobre este caso e voltou a criticar o relatório da eurodeputada portuguesa Ana Gomes, que em Junho visitou Luanda, o qual serviu de suporte à resolução adoptada em Setembro pelo Parlamento Europeu, que critica as limitações às liberdades em Angola.

"O parlamento dos angolanos é este", disse o ministro, junto à Assembleia Nacional.

Lusa

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×