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Portugal é e continuará a ser afectado pela subida do nível das águas do mar
O litoral do país é e será a zona mais afectada

Portugal é e continuará a ser afectado pela subida do nível das águas do mar

O litoral do país é e será a zona mais afectada Pedro Azevedo Daniela Soares Ferreira 14/10/2015 11:11

Com o aumento do nível das águas, Lisboa, Porto, Setúbal, Aveiro e Faro serão as cidades mais afectadas.

Os problemas climáticos que têm preocupado o mundo não afectam apenas o norte da América. Também Portugal foi e continua a ser afectado pela mudança do clima que, consequentemente, aumenta o nível do mar. Não chegaremos ao ponto de ficarmos sem país, mas também corremos riscos.

Para Filipe Duarte Santos, investigador e professor universitário, Portugal vai mesmo correr esse risco. O litoral do país é e será a zona mais afectada. “Lisboa, Porto, Aveiro, Faro e Setúbal são cidades bastante vulneráveis à subida do nível médio do mar. Essa subida já foi de cerca de 20 centímetros desde o período pré-industrial, e até 2100, apesar de haver incertezas, poderá haver uma subida na ordem dos 60 centímetros a um metro. É muito improvável que seja menos de meio metro”, diz Filipe Duarte Santos ao i.

Mesmo que sejam tomadas medidas para combater o problema do aquecimento global, é praticamente impossível que este problema seja travado. “Mesmo que nós parássemos todas as emissões de gases com efeito de estufa neste momento, se de uma forma mágica deixasse de haver emissões de dióxido de carbono, metano... mesmo que isso fosse possível, o que não é, obviamente, a subida do nível médio do mar é inevitável”, garante o professor universitário.
O mar é o principal regulador de temperaturas no planeta e tem claramente absorvido uma boa parte do aumento da temperatura atmosférica. 

Filipe Duarte Santos explica melhor. “O oceano tem uma grande inércia térmica. Já aqueceu e está a aquecer a camada superficial do oceano e esse aquecimento propaga-se em profundidade. Sempre que há um aquecimento, há uma dilatação. Os glaciares e os campos de gelo das regiões polares também estão a fundir e, portanto, este processo já é, em parte, irreversível”, conclui.

Contudo, apesar de todos os riscos que os problemas climáticos podem trazer a Portugal, o nosso país conta com um bom desempenho na luta contra este problema. 

De acordo com o Índice do De-senvolvimento Sustentável da Fundação Bertelsmann, Portugal continua entre os cinco países com o melhor desempenho no combate às alterações climáticas.

O país aparece em quarto lugar no que diz respeito às emissões de dióxido de carbono associadas à produção de energia e na sustentabilidade energética e em quinto lugar em termos de intensidade de energia primária e de eficiência energética.

Jorge Moreira da Silva, ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, afirma que o reconhecimento do trabalho de Portugal pela Fundação Bertelsmann “confirma que as reformas realizadas estão a dar resultados positivos e que o nosso país tem conseguido afirmar-se com uma das principais potências mundiais no crescimento verde, conciliando competitividade com sustentabilidade”.

Agora é continuar a trabalhar para que o país seja o menos afectado possível pelas alterações climáticas. 

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