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Algarve. Julgamento de empresário por sequestro da filha adiado para dia 30
O tribunal de Faro marcou também para 2 de Dezembro a inquirição, por teleconferência

Algarve. Julgamento de empresário por sequestro da filha adiado para dia 30

O tribunal de Faro marcou também para 2 de Dezembro a inquirição, por teleconferência Shutterstock Jornal i 13/10/2015 12:09

Se for condenado, Filipe Silva incorre numa pena de prisão até 10 anos.

A primeira sessão do julgamento do empresário algarvio Filipe Silva, acusado de sequestrar a filha, foi adiada pelo Tribunal de Faro para 30 de Outubro, a pedido do advogado oficioso do arguido, nomeado hoje.

Filipe Silva, que não cumpriu em Setembro de 2012 uma decisão judicial de entregar a menina à mãe e sua ex-companheira, de nacionalidade irlandesa e a viver então na ilha da Madeira, tinha prescindido do seu advogado, foi-lhe dado um prazo para indicar outro e, como não o fez, o tribunal atribuiu-lhe um defensor oficioso, que só hoje foi designado.

Por ainda não conhecer o processo, o defensor oficioso do arguido, João Barros, pediu um adiamento nunca inferior a 15 dias, com o tribunal a deferir o pedido e a marcar logo a primeira sessão para 30 de Outubro, às 09:30, na qual Filipe Silva será ouvido, se não se colocar ao abrigo do silêncio que a lei lhe permite ter.

O tribunal de Faro marcou também para 2 de Dezembro a inquirição, por teleconferência, a partir da Irlanda, da mãe da criança, Candice Gannon, e da menina, Giselle Candice Kelly Silva, assim como do actual companheiro da progenitora, o também irlandês Philip Gannon, mas este só no âmbito de um pedido de indemnização cível que foi pedido ao arguido.

O Tribunal pretende assim dar andamento a este processo com factos que remontam há três anos e que já sofreu dois adiamentos anteriores por questões processuais ligadas à inquirição da mãe da criança, da menor e do actual companheiro da progenitora, que actualmente residem na Irlanda.

Os factos remontam a Setembro de 2012, quando Filipe Silva não cumpriu a decisão judicial de entregar a menor à mãe, após passar férias com a criança, que acabaria por ser entregue à mãe pela avó paterna, já em Fevereiro de 2013, com oito anos, depois de o pai ter sido detido pela Polícia Judiciária.

Já acusado de sequestro, o pai ainda chegou a viver com a criança, por decisão do Tribunal de Família e Menores de Faro, mas a menina voltou a ficar à guarda da mãe em Maio de 2014.

Se for condenado, Filipe Silva incorre numa pena de prisão até 10 anos.

Lusa

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