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OPEP aumenta produção de crude para travar concorrência

OPEP aumenta produção de crude para travar concorrência

jornal i 12/10/2015 19:06

Estratégia de preços baixos está a dar resultado.

A OPEP, que bateu um novo recorde de produção em Setembro, refere que a sua estratégia de preços baixos está a dar resultado, uma vez que a concorrência está a baixar a oferta para o próximo ano.

No seu relatório mensal, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) acrescenta que "em 2016, o adiamento ou cancelamento de projectos vai continuar, resultando numa contracção de 0,13 milhões de barris diários da oferta não-OPEP", quando esta organização aumentou a sua produção de petróleo para 31,57 milhões de barris diários (mbd) em Setembro, avança a Lusa.

O documento sugere que a actual estratégia da organização, em defender a sua quota de mercado anterior à queda abrupta dos preços, pretende retardar o forte crescimento da oferta de petróleo de produtores não-membros da OPEP, especialmente do xisto betuminoso dos Estados Unidos.

Recorde-se que no ano passado o crescimento da produção dos países produtores não pertencentes à OPEP atingiu um recorde de 2,24 mbd, o que contribuiu para o excesso de oferta, causando um colapso dos preços em cerca de 50% desde o terceiro trimestre de 2014.

"Os dados actuais na primeira metade deste ano mostram um crescimento [da oferta petrolífera] não-OPEP de 1,77 mbd, antes de retroceder em 0,42 mbd no terceiro trimestre", sublinha o relatório.

Os especialistas citados pelo documento estimam que até ao final deste ano a produção não-OPEP irá totalizar uma média de 57,24 mbd e vai cair para os 57,11 mbd em 2016.

As extracções de petróleo nos Estados Unidos caíram de 13,60 para 13,54 mbd, e as da Rússia de 10,75 para 10,69 mbd.

Por outro lado, a OPEP prevê que a produção vai aumentar na América Latina de 5,15 milhões de barris por dia (bdp) até 5,19 bdp este ano.

No que se refere ao crescimento anual da procura mundial de petróleo em 2015, este foi revisto em alta em 40 mil bdp relativamente ao relatório do mês anterior, para 1,5 mbd, ou 1,65%. Ou seja, o consumo de crude este ano no planeta vai chegar aos 92,86 mbd.

No entanto, a previsão para 2016 é corrigida em baixa em 1,25 mbd, ou seja, menos 1,35%.

No que diz respeito aos preços, o relatório recorda que o crude 'Brent' foi vendido a uma média de 47,61 dólares no mês passado, o que representa um ligeiro aumento em relação à média de Agosto.

Já a média de Petróleo Texas Intermediate (WTI) em Setembro foi de 45,48 dólares, ou seja mais 2,71 dólares do que em Agosto.

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