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Contra estratégia de aliança à esquerda, Sérgio Sousa Pinto demite-se

Contra estratégia de aliança à esquerda, Sérgio Sousa Pinto demite-se

Ana Sá Lopes 10/10/2015 12:40

Deputado vai explicar as razões na terça-feira, na reunião da Comissão Política.

Sérgio Sousa Pinto demitiu-se do secretariado nacional do PS em ruptura com a estratégia de António Costa de tentar formar governo com PCP e Bloco de Esquerda. Sérgio Sousa Pinto defende que é a coligação que deve formar governo. O agora ex-membro do secretariado falará na reunião da Comissão Política do PS marcada para esta terça-feira, onde explicará os motivos que o levaram à demissão.

Na sua página do Facebook, esta semana, Sérgio Sousa Pinto escrevia:"Aparentemente o BE e o PCP estão dispostos a viabilizar um governo do PS, um governo com menos deputados socialistas no Parlamento que a coligação de direita. Mas não estão disponíveis para integrar o governo e partilhar a responsabilidade de governar. O que se seguiria seria fácil de imaginar. Uns a pensar no país, outros a pensar na sua plateia, outros ainda a pensar em eleições e na maioria absoluta. A esta barafunda suicidária, sem programa nem destino certo, chamar-se-ia "governo de esquerda" - coisa que nem os eleitores do bloco desejaram, optando pelo partido do protesto histriónico (e agora fanfarrão). Um penoso caos que entregaria Portugal à direita por muitos anos. Mas talvez permitisse ao BE suplantar o PS. E não é essa a verdadeira agenda, velha de 40 anos, de quem se reclama "da verdadeira esquerda"? Talvez me engane".

Sérgio Sousa Pinto, 44 anos, deputado e ex-líder da JS, foi sempre um dos amigos próximos de António Costa. No entanto, não é a primeira vez que discorda da estratégia do secretário-geral. Quando Costa defendia que o PS devia apoiar o candidato presidencial Sampaio da Nóvoa foi dos primeiros a manifestar a sua oposição publicamente. Enquanto líder da JS, Sérgio Sousa Pinto foi um combatente da chamada "agenda fracturante" - despenalização do aborto e direitos dos homossexuais. A sua luta pela despenalização do aborto fê-lo entrar em rota de colisão com António Guterres, na altura secretário-geral do PS, católico, que não aceitou aprovar a despenalização do aborto com a maioria de esquerda existente na Assembleia. 

 

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