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Futuro. Exercício físico sem ter de o fazer?

Futuro. Exercício físico sem ter de o fazer?

Shutterstock Melissa Lopes 06/10/2015 14:56

Os benefícios do exercício já todos conhecem. E se, em vez de se cansar a praticar desporto, pudesse resolver a questão com um comprimido? Pode ser possível no futuro próximo. Mas até lá, não fique quieto. 

O sonho de qualquer preguiçoso - fazer exercício físico sem se cansar - pode estar mais perto de se tornar real. Uma equipa de cientistas está a desenvolver um comprimido que substitui todos os benefícios da prática de exercício sem esforço. O cenário parece ridículo mas é esse o objectivo de um grupo de cientistas da Universidade de Sydney, na Austrália, e da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca. 

E o primeiro passo está dado. A equipa afirma ter criado um diagrama das reacções moleculares para o exercício físico. A descoberta, divulgada pela publicação Quartz e publicada na revista científica Cell Metabolism no passado dia 2 de Outubro, mostra como o exercício provoca 1000 alterações moleculares nos músculos. Nolan Hoffman, um dos autores do estudo, refere que o objectivo é conseguir replicar as alterações moleculares mais importantes através de um medicamento. 

Hoffman conta que a investigação  está a ser desenvolvida através de uma biopsia que foi feita aos músculos de quatro voluntários, homens saudáveis, antes e depois de terem feito exercício físico intenso durante 10 minutos. A partir daqui, os investigadores pretendem identificar quais são as principais mudanças biológicas, e a partir delas começarão a desenvolver um medicamento. "Fomos os primeiros a criar esse mapa e agora sabemos a complexidade dos sinais obtidos pelo corpo por meio dos exercícios físicos", revelou Nolan Hoffman.

Para chegar até a esta etapa do estudo, os cientistas demoraram três anos, só para desenvolver o diagrama. Estimam que demorarão “pelo menos” uma década a criar uma versão segura do medicamento, mas garantem que estão a trabalhar activamente para alcançar os objectivos. A ideia é que o medicamento seja utilizado, principalmente, por pessoas idosas, com obesidade e doenças relacionadas, que não têm condições de praticar exercício. 

Mas até lá, o melhor mesmo é continuar a aplicar o método convencional - faça exercício físico. Até agora, é a única forma testada e comprovada para obter os benefícios para a sua saúde. 

 

 

  

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